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Por Redação
A Jaguar Mining registrou forte avanço operacional no Brasil no segundo trimestre de 2026, com aumento da produção de ouro e melhora dos resultados financeiros. A companhia produziu 13.057 onças no período, alta de 19% em relação às 10.973 onças registradas no mesmo trimestre de 2025, em meio ao aumento gradual da produção da mina Turmalina, em Minas Gerais, e à continuidade do desempenho da mina Pilar.
A expansão da produção, combinada com a valorização do ouro, levou a receita trimestral a US$ 51,4 milhões, crescimento de 43% sobre um ano antes. Segundo a companhia, a geração de caixa livre chegou a US$ 6,6 milhões, enquanto a posição de caixa subiu para US$ 74 milhões ao fim de junho.
Turmalina ganha peso na produção brasileira
O principal movimento operacional do trimestre ocorreu no complexo MTL, em Minas Gerais, onde está localizada a mina Turmalina. A operação retomou as atividades após a aprovação regulatória concedida em março e avançou no processo de ramp-up, etapa de aumento gradual da capacidade produtiva.
Turmalina produziu 3.994 onças de ouro no segundo trimestre, respondendo por aproximadamente 31% da produção consolidada da Jaguar. A mina Pilar, por sua vez, produziu 9.063 onças e permaneceu como principal fonte de produção da companhia.
O desempenho representa uma mudança importante em relação ao segundo trimestre de 2025. Naquele período, Pilar respondeu por 10.731 onças, enquanto Turmalina havia produzido apenas 242 onças em um teste metalúrgico do minério do corpo Faina.
O volume de minério processado também avançou de forma expressiva. Foram 146.210 toneladas no trimestre, alta de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior. Turmalina processou 50.190 toneladas, com teor médio de 2,94 gramas de ouro por tonelada e recuperação de 84%.
No acumulado do primeiro semestre, a Jaguar produziu 22.687 onças, contra 20.897 onças nos seis primeiros meses de 2025. As vendas somaram 20.841 onças, ante 20.530 onças no mesmo período do ano passado.
Preço do ouro impulsiona receita e lucro
Além do crescimento operacional, a companhia se beneficiou da valorização do ouro. O preço médio realizado pela Jaguar aumentou 35%, para US$ 4.391 por onça, contribuindo para o avanço da receita trimestral de US$ 35,8 milhões para US$ 51,4 milhões.
O lucro líquido ficou em US$ 15,5 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 6,6 milhões registrado no segundo trimestre de 2025. Já o lucro líquido ajustado alcançou US$ 17,4 milhões, ou US$ 0,20 por ação, contra US$ 16,3 milhões, ou US$ 0,21 por ação, um ano antes.
O EBITDA ajustado foi de US$ 30,7 milhões, alta de 4% sobre os US$ 29,6 milhões registrados no segundo trimestre de 2025. De acordo com a mineradora, o resultado também foi favorecido pela ausência dos encargos extraordinários relacionados ao evento Satinoco, que afetaram os números do ano anterior.
A empresa encerrou o trimestre com US$ 6,6 milhões em fluxo de caixa livre, equivalente a US$ 562 por onça vendida. O caixa de US$ 74 milhões, segundo a companhia, oferece suporte para financiar o programa de exploração de 2026, os trabalhos de drenagem e reabilitação subterrânea em Santa Isabel e o avanço do licenciamento ambiental do projeto Onças de Pitangui.
Exploração avança em Minas Gerais
A expansão das operações brasileiras vem sendo acompanhada por uma campanha de exploração voltada à ampliação das reservas minerais. No segundo trimestre, a Jaguar realizou 11.203 metros de sondagem de definição, infill e exploração, incluindo trabalhos no alvo Chamé, no distrito aurífero de Paciência, e perfurações direcionais na mina Pilar.
No distrito de Paciência, em Minas Gerais, a campanha alcançou 3.763 metros em 17 furos. Segundo a empresa, os resultados reforçam a existência de um corredor mineralizado de aproximadamente 15 quilômetros conectando Chamé, Santa Isabel, Marzagão e Bahú.
A companhia também mantém trabalhos de drenagem, reabilitação subterrânea, desenvolvimento de galerias e sondagem diamantada em Santa Isabel. O complexo de Paciência possui recursos minerais inferidos estimados em 189 mil onças, com teor médio de 4,14 gramas por tonelada.
A estratégia de exploração também contribuiu para o crescimento das reservas. As reservas provadas e prováveis da Jaguar chegaram a 858 mil onças em 31 de dezembro de 2025, alta de 12% após o desconto da produção do período. Em Pilar, as reservas provadas e prováveis cresceram 49%, para 286 mil onças.
Onças de Pitangui entra em nova etapa
Outro projeto brasileiro em andamento é Onças de Pitangui, também em Minas Gerais. O processo de licenciamento ambiental avançou para a terceira e última rodada de perguntas e respostas conduzida pelas autoridades.
Segundo a Jaguar, a construção do projeto deverá começar após a obtenção da Licença de Instalação. A iniciativa faz parte da estratégia de crescimento da companhia no Brasil e busca ampliar sua base produtiva a partir de novos projetos e recursos minerais.
Meta para 2026
Para o conjunto de seus ativos atuais, a Jaguar mantém uma previsão de produção de 50 mil a 60 mil onças de ouro em 2026. O avanço da Turmalina em direção aos níveis planejados de produção será um dos fatores relevantes para o cumprimento dessa meta.
Em comentário sobre os resultados, o CEO da Jaguar Mining, Luis Albano Tondo, destacou a combinação entre a retomada de Turmalina e o desempenho de Pilar.
“O ramp-up de Turmalina e o desempenho forte e contínuo de Pilar se combinaram neste trimestre para impulsionar a produção, a receita e o fluxo de caixa, enquanto nosso balanço permaneceu sólido para financiar o programa de exploração, os trabalhos de reabilitação da mina Santa Isabel e o avanço do licenciamento do projeto Onças de Pitangui”, afirmou.
Para o restante do ano, Tondo disse que a prioridade será manter a execução operacional e avançar nas campanhas de sondagem.
“Nossa prioridade para o restante do ano é direta: continuar executando a produção e os custos enquanto avançamos com as perfurações que vão nos mostrar quanto do nosso pacote de terras pode ser incorporado à nossa base de reservas”, afirmou o executivo.
Com a retomada de Turmalina e a continuidade da produção em Pilar, a Jaguar encerra o primeiro semestre de 2026 com uma operação brasileira em expansão, maior geração de caixa e uma frente de exploração voltada à ampliação das reservas que sustentam o crescimento futuro da companhia.











