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Por Redação
Um relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM) aponta indícios de possível drenagem ácida na Mina Chapada, operada pela Mineração Maracá, do grupo canadense Lundin Mining, em Alto Horizonte (GO). A fiscalização, realizada em julho com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) e a Polícia Federal, identificou estruturas de drenagem que precisam de investigação complementar. Informações segundo o Observatório da Mineração.
Apesar da suspeita, nenhum dos três órgãos coletou amostras de água ou solo durante a vistoria. A ANM informou não possuir estrutura para análises físico-químicas, enquanto a Polícia Federal deve providenciar posteriormente uma equipe especializada. Segundo a agência, “eventual confirmação de drenagem ácida ou de contaminação depende dos resultados dessas análises e de investigação técnica complementar”.
O relatório, produzido a pedido do Ministério Público Federal (MPF), recomenda que a Semad apure a existência de possível passivo ambiental próximo ao Córrego Malacacheta. A ANM também identificou pilhas de estéril sem sistemas adequados de drenagem e recomendou um novo auto de infração.
A hipótese de contaminação já havia sido apresentada pela Associação dos Atingidos e Contaminados por Poluição Resultante de Atividades de Mineradoras no Estado de Goiás (ACPRAM), que levou ao MPF laudos apontando alterações na água e no solo e presença de metais pesados em exames de moradores.
A Semad afirma que não identificou drenagem ácida em curso durante a vistoria e que não há risco iminente que justifique a paralisação da mina. O órgão reconhece, porém, um histórico de erosão, arraste de sedimentos e falhas em estruturas de drenagem. Segundo a secretaria, “não há detecção de risco iminente de inundação, rompimento ou contaminação grave que ameace diretamente a integridade física dos moradores”.
A ANM fará uma nova fiscalização de alta complexidade na barragem de rejeitos da operação em setembro, com análise da estabilidade geotécnica, da instrumentação e das condições operacionais.
Mineração Maracá afirma manter monitoramento ambiental
Em comunicado enviado ao Minera Brasil em 9 de setembro, a Mineração Maracá afirmou que mantém diálogo com a ANM e vem prestando os esclarecimentos técnicos solicitados pela agência.
A empresa informou ainda contar com programas contínuos de monitoramento e gestão ambiental, em observância à legislação aplicável, que orientam a avaliação e o aprimoramento de seus controles operacionais e ambientais.
Segundo a Mineração Maracá, a segurança e o bem-estar dos empregados e das comunidades vizinhas, assim como a proteção do meio ambiente, estão entre as prioridades da companhia. A empresa também afirmou atuar de forma “transparente e colaborativa” com as autoridades competentes.












