Por Redação
A Mosaic e a Rainbow Rare Earths iniciaram o Estudo de Pré-viabilidade do projeto de terras raras Uberaba, em Minas Gerais. O empreendimento é desenvolvido por meio de uma joint venture com participação de 51% da Mosaic e 49% da Rainbow. Informações segundo a Bnamericas.
O início do estudo ocorre após a conclusão, em março deste ano, da Avaliação Econômica do projeto, que estimou investimentos de US$ 279 milhões para o desenvolvimento da iniciativa.
“Após o resultado positivo da Avaliação Econômica realizada em março, que confirmou Uberaba como a segunda grande oportunidade de desenvolvimento da Rainbow, a empresa decidiu avançar com o Estudo de Pré-Viabilidade”, afirmou a Rainbow Rare Earths em comunicado.
A empresa também informou que contratou a SRK Consulting para elaborar uma Estimativa de Recursos Minerais. O trabalho faz parte de uma série de consultorias técnicas previstas para subsidiar o Estudo de Pré-viabilidade.
O projeto prevê a construção de uma unidade de processamento no local para tratar resíduos de fosfogesso, com capacidade anual estimada em aproximadamente 2,7 milhões de toneladas. A vida útil inicial do empreendimento é estimada em 30 anos.
“O Estudo de Pré-Viabilidade terá como foco a construção de uma unidade de processamento no local para tratar o resíduo de fosfogesso, com capacidade anual de processamento de aproximadamente 2,7 milhões de toneladas durante uma vida útil inicial estimada em 30 anos”, informou a Rainbow.
O teor médio originalmente modelado é de aproximadamente 5.100 ppm de TREO, sigla em inglês para óxidos totais de elementos de terras raras. Segundo a empresa, a disponibilidade de matéria-prima fosfatada na região de Uberaba pode permitir a ampliação da vida útil do projeto.
A área do empreendimento está localizada onde a Mosaic já realiza a extração de rocha fosfática e a produção de ácido fosfórico utilizado pela indústria de fertilizantes.
O projeto Uberaba se soma a outras iniciativas de terras raras em desenvolvimento no Brasil. Nos últimos meses, projetos do setor receberam indicações de apoio e investimentos estrangeiros, enquanto o governo brasileiro tem ampliado negociações com outros países para estabelecer parcerias voltadas ao desenvolvimento de uma cadeia produtiva de terras raras no país.











