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Conselho de minerais críticos; saiba quem são os representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior

Pleno terá 13 ministros e cinco representantes da sociedade civil, sendo um de estados e Distrito Federal, um de municípios mineradores, dois do setor privado e um de instituições de ensino superior, cada qual com suplente.

17 de setembro de 2026
em Política
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Conselho de minerais críticos; saiba quem são os representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior

Foto: Ibram / Reprodução.

Por Redação

O governo federal nomeou os dez representantes da sociedade civil que integrarão o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). A composição reúne representantes de estados e do Distrito Federal, municípios mineradores, setor privado e instituições de ensino superior, cada categoria com titulares e suplentes.

O Pleno do CIMCE terá 18 titulares, sendo 13 ministros de Estado e cinco representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior, além de cinco suplentes. Os representantes da sociedade civil foram designados pela Casa Civil para mandato de dois anos, permitida uma recondução.

O CIMCE é o órgão de coordenação, planejamento e acompanhamento da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), vinculada à Presidência da República. Entre suas atribuições estão a elaboração e aprovação do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, a análise e aprovação de projetos, a definição de empreendimentos prioritários e a atualização da lista de minerais enquadrados como críticos e estratégicos.

O conselho também poderá definir diretrizes para projetos de beneficiamento e transformação mineral, habilitar empreendimentos para acesso a instrumentos da política nacional e deliberar sobre operações envolvendo direitos minerários e investimentos estrangeiros em ativos considerados estratégicos. A regulamentação ainda prevê que o CIMCE estabeleça diretrizes para a aplicação de recursos destinados à diversificação econômica e ao desenvolvimento de territórios impactados pela mineração. 

Estados e Distrito Federal 

A representação dos estados e do Distrito Federal será ocupada por integrantes da administração pública da Bahia, ambos com trajetória ligada à gestão estadual e à atração de investimentos. Eracy Lafuente Pereira Maciel, conselheiro titular, é secretário da Casa Civil da Bahia. Antes disso, presidiu a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), após ter ocupado o cargo de diretor de Obras da estatal. Na administração estadual, também passou pela Casa Civil, onde exerceu funções relacionadas à coordenação jurídica, ações governamentais e infraestrutura, e integrou o Conselho Fiscal da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). É advogado formado pela Universidade Federal de Pelotas e tem trajetória concentrada em gestão pública, infraestrutura, mobilidade e projetos estruturantes.

Eracy Lafuente Pereira Maciel. Foto: Leo Melo /  Governo da Bahia. 

Paulo Roberto Britto Guimarães, suplente, é diretor-presidente da Bahia Investe, Empresa Baiana de Ativos. Antes de assumir a presidência da empresa, foi superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, função que já havia exercido na antiga Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração entre 2009 e 2014. Engenheiro químico formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), possui mestrado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutorado pela University of Leeds.

Paulo Roberto Britto Guimarães. Foto: Bahia Investe / Divulgação. 

Municípios 

Prefeitos e representantes da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil) foram os nomeados. Marco Antônio Lage é prefeito de Itabira (MG) e presidente da AMIG Brasil. À frente da entidade, representa municípios mineradores em discussões com empresas e órgãos públicos sobre questões relacionadas à atividade mineral.

Marco Antônio Lage. Foto: Robson Oliveira. 

Josemira Gadelha, suplente, é prefeita de Canaã dos Carajás (PA) e vice-presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil). A entidade reúne municípios com atividade mineradora e atua na representação dos interesses dessas cidades nas discussões relacionadas ao setor.

Josemira Gadelha. Foto: Ibram / Reprodução. 

Setor privado

O setor privado terá dois representantes titulares no Pleno do CIMCE, cada um acompanhado de um suplente. A primeira representação será ocupada por Pablo da Silva Cesário, diretor-presidente interino do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), com Júlio Cesar Nery, diretor de Assuntos Minerários e Sustentabilidade da entidade, como suplente.

Pablo Cesário. Foto: Ibram / Divulgação. 

Antes de ingressar na entidade, Cesário presidiu a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), onde participou de debates públicos sobre reforma tributária, ambiente regulatório e segurança jurídica para investidores. Também atuou na Confederação Nacional da Indústria (CNI), com foco na formulação de propostas de políticas públicas e no relacionamento institucional com o Congresso Nacional e órgãos do Executivo. É graduado em Relações Internacionais e Ciência Política, doutor em Política Internacional e Comparada pela Universidade de Brasília e realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo, com pesquisas voltadas à atuação de grupos de interesse e aos processos decisórios no ambiente institucional brasileiro.

Júlio Nery. Foto: Global Business Report / Reprodução. 

Nery é diretor de Assuntos Minerários e Sustentabilidade do Ibram. Antes de chegar ao cargo atual, trabalhou na Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) por 25 anos, período em que foi superintendente do Complexo Pico. Depois, atuou na Vale, na Gerência-Geral de Licenciamento, e comandou operações da CADAM/PPSA e da Crusader do Brasil. Também coordenou o Comitê para Normalização Internacional em Mineração do Ibram. É engenheiro de minas formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e acumula mais de quatro décadas de experiência no setor mineral.

A segunda representação do setor privado será ocupada por Ricardo Alvarez Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com Leone Peter Correia da Silva Andrade, diretor-geral do Departamento Nacional do Senai, como suplente.

Ricardo Alban. Foto: SENAI RN / Reprodução. 

Alban é presidente da CNI, cargo que ocupa desde 2023, com mandato previsto até 2027. Antes disso, presidiu o Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB), a partir de 2018, e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), a partir de 2014. Também integra o Conselho Diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e participou de conselhos de empresas como Renova, Cetrel e Unigel. Desde 1987, é sócio-diretor da Biscoitos Tupy, após ter trabalhado no Citibank no início dos anos 1980. Baiano, é engenheiro mecânico e administrador formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na CNI, também participa de discussões relacionadas ao setor mineral por meio do Conselho Temático de Mineração (Comin), que assessora a diretoria da entidade em questões ligadas ao desenvolvimento e à competitividade da mineração.

Leone Andrade. Foto: Academia Brasileira de Ciências / Reprodução. 

Andrade é diretor-geral do Departamento Nacional do Senai, cargo que assumiu em março de 2026. Antes disso, construiu uma trajetória de mais de 24 anos no Senai da Bahia e no Senai Cimatec, onde ocupou funções como diretor regional do Senai-BA, diretor de Tecnologia e Inovação do Senai Cimatec e reitor do Centro Universitário Senai Cimatec. Também participou da implantação do Cimatec, em Salvador, e foi professor do antigo CEFET-BA e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). É engenheiro mecânico formado pela UFBA, mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutor em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Possui ainda especialização em engenharia de soldagem pelo Paton Electric Welding Institute, na Ucrânia.

Instituições de ensino superior 

A representação das instituições de ensino superior ficará com pesquisadores com atuação acadêmica e profissional relacionada à geologia, à pesquisa mineral e ao desenvolvimento de tecnologias associadas a minerais estratégicos. Alexandre Magno Rocha da Rocha é geólogo e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), com atuação em geoquímica, pesquisa mineral e caracterização de minérios. Entre 2014 e 2016, foi consultor técnico da Serra Verde Mineração, onde trabalhou com geologia e geoquímica de terras raras. Antes disso, realizou trabalhos para a Mineração Caraíba e para a Companhia Vale do Rio Doce. Seu perfil institucional registra graduação em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e mestrado em Geociências pela mesma universidade.

Alexandre Rocha da Rocha. Foto: Expo Minera / Reprodução. 

Fernando José Gomes Landgraf, suplente, é professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e foi coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dedicado ao processamento e à aplicação de ímãs de terras raras, o INCT-PATRIA. O instituto teve atividades entre 2018 e 2024 e trabalhou na estruturação da cadeia produtiva de terras raras, com foco em aplicações para tecnologias como motores e geradores de alto desempenho.

Fernando José Gomes Landgraf. Foto: IPT / Reprodução. 

O comitê gestor reunia representantes de instituições de pesquisa e empresas como CBMM, Embraco e WEG. Landgraf também participou de estudos realizados pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) sobre minerais críticos.

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