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Por Ricardo Lima
A Vale mantém estudos sobre uma possível atuação em commodities como lítio e terras raras, mas, por enquanto, não tomou decisão de avançar nesses mercados. Nesta terça-feira (18), o CEO da companhia, Gustavo Pimenta, afirmou que a estratégia continua concentrada em minerais nos quais a empresa já possui projetos, conhecimento e vantagens competitivas, como minério de ferro, cobre e níquel.
“Hoje a gente ainda não tomou nenhuma decisão de avançar sobre outras commodities, mas a gente segue estudando”, afirmou Pimenta.
Lítio está entre as possibilidades
O executivo citou o lítio como um dos minerais que estão sendo avaliados pela companhia. Segundo ele, a Vale analisa tanto a possibilidade de entrar nesse mercado quanto a forma de uma eventual participação.
“Outras commodities, por exemplo, o lítio é uma que a gente está sempre estudando, se faz sentido a gente entrar e como entrar”, disse.
Pimenta também destacou que a Vale mantém uma parceria com o BNDES para apoiar projetos menores relacionados a minerais críticos que vão além do portfólio próprio da companhia. De acordo com o CEO, essa iniciativa está avançando.
Mercado ainda é considerado de nicho
Apesar do potencial de crescimento associado à digitalização da economia e à demanda futura por minerais críticos, Pimenta avaliou que mercados como o de terras raras ainda são pequenos quando comparados aos de minério de ferro e cobre.
“O mercado ainda é muito pequeno comparado a minério de ferro e cobre, o mercado ainda é de nicho, geopoliticamente importante, mas de nicho”, afirmou.
Para o executivo, a expansão desses minerais pode ganhar relevância nas próximas décadas diante da tendência de uma economia cada vez mais digital.
“Quando você olha o mundo em uma mega tendência, de um mundo 100% digital ou mais digital, é possível que essas commodities tenham um papel e uma participação mais relevante na indústria nos próximos anos”, disse.
Refino e escala são desafios
Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento de uma cadeia global de minerais críticos, Pimenta apontou a necessidade de ampliar a escala de produção e desenvolver tecnologias de refino fora da China.
“O grande desafio sempre foi escala e a questão do refino, tecnologia em relação ao refino, que está todo hoje controlado na China”, afirmou.
Segundo o CEO, há discussões no setor para estabelecer cadeias integradas de produção em outros mercados, apoiadas por acordos comerciais. Estados Unidos, Europa e alguns países asiáticos, de acordo com Pimenta, têm procurado o Brasil para estabelecer parcerias nesse processo.
Vale mantém foco nas grandes commodities
Apesar das oportunidades em minerais críticos, a estratégia da Vale permanece concentrada nos negócios em que a companhia considera ter maior maturidade e vantagem competitiva.
“Eu diria que a gente está mais focado nas grandes commodities e avaliando se existe um caminho para seguir nas commodities que ainda não vão alcançar a escala”, afirmou Pimenta.
Atualmente, segundo o executivo, a maior parte do capital da empresa está direcionada ao minério de ferro de alto teor de Carajás, ao cobre e ao níquel. Neste último segmento, Pimenta destacou a posição da Vale como grande fornecedora para o mercado ocidental.
A companhia, porém, continua avaliando novas oportunidades. “Esse é o nosso negócio, a mineração é o nosso negócio”, disse o CEO.














