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Por Redação
A Pan American Silver registrou US$ 344 milhões em fluxo de caixa livre atribuível no segundo trimestre de 2026 e direcionou US$ 22 milhões, no primeiro semestre, para investimentos na operação de Jacobina, na Bahia. Segundo a companhia, os recursos aplicados na unidade brasileira foram destinados a melhorias de infraestrutura, modernização da planta e estudos para otimizar a operação no longo prazo.
A mineradora canadense informou que a produção atribuível de prata chegou a 6,47 milhões de onças entre abril e junho, no limite superior da projeção trimestral. A produção de ouro, por outro lado, ficou abaixo da faixa prevista, em 165,9 mil onças.
Jacobina recebe novos investimentos
Em Jacobina, a Pan American avançou na construção de novos tanques de carvão-em-polpa, com entrada em operação prevista para agosto, e iniciou as obras de atualização da subestação principal e do centro de controle de motores.
De acordo com a mineradora, também foram realizados novos trabalhos de sondagem de preenchimento para ampliar a base de reservas e recursos minerais da unidade. A empresa conduz ainda um estudo para simplificar e tornar mais eficiente o fluxo de processamento da planta.
Uma das alternativas em avaliação é modernizar a estrutura existente por etapas, reduzindo impactos sobre a produção, enquanto outra prevê a construção de uma nova planta de processamento. A companhia também analisa alternativas para uma planta de filtragem, uma estrutura para empilhamento de rejeitos filtrados e uma unidade para preparação de pasta utilizada no preenchimento de áreas subterrâneas.
A fase de engenharia conceitual desses projetos está próxima da conclusão e, segundo a empresa, deverá avançar para a engenharia detalhada nos próximos meses.
Segurança altera projeção de produção
Apesar dos investimentos, a produção de ouro de Jacobina deve ficar cerca de 10 mil onças abaixo do limite inferior da projeção anual original, que variava entre 181 mil e 191 mil onças. A revisão está relacionada principalmente a mudanças no sequenciamento da lavra.
Segundo a Pan American, a decisão considera também medidas adotadas após uma reavaliação dos riscos associados a eventos sísmicos registrados na região nos últimos anos. A companhia afirma que os episódios não provocaram feridos nem danos à infraestrutura.
Entre as medidas adotadas estão o aumento do tamanho de pilares de sustentação, a redução das taxas de produção em algumas áreas de maior teor e a aceleração do desenvolvimento para abrir novas frentes de lavra.
“Estamos focados na gestão disciplinada de custos e na melhoria da eficiência operacional”, afirmou Michael Steinmann, presidente e CEO da Pan American Silver.
Resultado financeiro
No trimestre, a companhia registrou receita de US$ 1,1 bilhão e lucro líquido de US$ 305 milhões, equivalente a US$ 0,72 por ação. O fluxo de caixa das operações foi de US$ 320 milhões, após o pagamento de US$ 205 milhões em impostos.
Considerando a participação de 44% da Pan American na operação de Juanicipio, no México, o fluxo de caixa operacional atribuível chegou a US$ 418 milhões e o fluxo de caixa livre atribuível somou US$ 344 milhões.
A forte geração de caixa também permitiu à empresa elevar os retornos aos acionistas. Foram distribuídos US$ 300 milhões no trimestre entre dividendos e recompra de ações. A companhia recomprou cerca de 4,4 milhões de ações no período, por aproximadamente US$ 224 milhões.
“Retornamos um recorde de US$ 300 milhões aos acionistas no segundo trimestre por meio de dividendos e recompra de ações”, disse Steinmann.
Produção de ouro deve ficar no piso da meta
Para 2026, a Pan American manteve as projeções de produção de prata e ouro, mas agora espera que a produção anual de ouro fique na extremidade inferior da faixa estimada, entre 700 mil e 750 mil onças.
A empresa atribui parte da pressão sobre a produção a Jacobina e à operação de El Peñon, no Chile. Em contrapartida, espera recuperação da produção no segundo semestre em Timmins, no Canadá, e Shahuindo, no Peru, impulsionada por maior processamento e pelo acesso a áreas de minério de maior teor.
A companhia também elevou a previsão de impostos pagos no ano para entre US$ 585 milhões e US$ 635 milhões, diante da maior rentabilidade provocada pela valorização dos metais.
Caixa de US$ 1,8 bilhão
A Pan American encerrou junho com US$ 1,8 bilhão em caixa, equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo. Desse total, US$ 97 milhões correspondem à participação da companhia em Juanicipio.
Em julho, a empresa renovou e ampliou sua linha de crédito rotativo sem garantia de cinco anos, elevando o limite de US$ 750 milhões para US$ 1,5 bilhão, além de uma opção adicional de US$ 750 milhões. Segundo a companhia, a mudança elevou a liquidez total disponível para US$ 3,2 bilhões.
Enquanto Jacobina concentra parte relevante dos investimentos operacionais no Brasil, a Pan American também avançou no projeto La Colorada Skarn, no México. A empresa investiu US$ 20 milhões no projeto no primeiro semestre e iniciou, em agosto, a abertura do chamado 588 Decline, etapa considerada estratégica para o desenvolvimento da expansão da mina de prata.
“Alcançamos um marco importante no projeto La Colorada Skarn com a conclusão do primeiro corte do 588 Decline”, afirmou Steinmann.















