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Por Ricardo Lima
O setor de mineração registrou uma alta expressiva nas operações de fusões e aquisições (F&A) no primeiro semestre de 2025, conforme levantamento trimestral da KPMG, rede global de firmas independentes, que acompanha 43 segmentos da economia. No período, foram concluídas 14 transações, o que representa um crescimento superior a 50% em relação aos nove negócios fechados entre janeiro e junho de 2024.
A análise detalha que as operações realizadas envolveram majoritariamente negociações entre empresas brasileiras e aquelas com capital estrangeiro investindo em companhias nacionais, com cinco transações em cada grupo. Outras duas aquisições partiram de organizações brasileiras comprando de investidores estrangeiros, enquanto as demais envolveram estrangeiros adquirindo empresas brasileiras ou estrangeiras comprando ativos no país.
O coordenador da pesquisa e sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra, destaca que, em comparação com o semestre anterior, houve um aumento nas operações de investidores estrangeiros adquirindo empresas brasileiras. “Em comparação com o semestre passado, houve mais operações com estrangeiros comprando empresas brasileiras, ficando, este ano, no mesmo patamar das transações entre brasileiras. Isso indica que as mineradoras daqui estão no radar dos investidores estrangeiros”, afirma.

Imagem: KPMG / Divulgação.
Participação estrangeira impulsiona negócios
Embora o volume total de fusões e aquisições realizadas por empresas brasileiras tenha apresentado uma leve queda de quase 5%, passando de 776 para 739 operações, houve uma elevação significativa nas transações envolvendo investidores estrangeiros. A compra de empresas brasileiras por estrangeiros cresceu cerca de 12%, saltando de 178 para 199 negócios no intervalo comparado, enquanto as aquisições feitas por brasileiros no exterior aumentaram 23%, chegando a 58 operações.
Paulo Coimbra ressalta que, apesar dos desafios globais relacionados a fatores geopolíticos e fiscais, o cenário geral das fusões e aquisições no Brasil se manteve estável. “De forma geral, o cenário de fusões e aquisições permaneceu estável, apesar de questões globais geopolíticas e fiscais no mercado interno. E esses dois tipos de negociações sustentaram o número de transações realizadas este semestre. Por outro lado, as operações domésticas, envolvendo apenas investidores brasileiros, tiveram uma queda, apontando que o mercado interno sofreu uma pequena retração no período, ocasionado pelas altas de juros e discussões fiscais”, finaliza Coimbra.
Ainda assim, o volume total de fusões e aquisições permaneceu sustentado pelo crescimento dos negócios com atores estrangeiros, o que aponta para uma dinâmica de mercado que privilegia a internacionalização e a entrada de capital externo no setor de mineração.












