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Por Ricardo Lima
A Nexa Resources começou 2026 com forte desempenho operacional impulsionado pela mina de Aripuanã, no Mato Grosso, que alcançou recorde trimestral de produção de zinco ao somar 13 mil toneladas no primeiro trimestre. O volume representa crescimento de 22% em relação ao trimestre anterior, resultado atribuído pela companhia aos maiores teores de minério.
A empresa informou ainda que o comissionamento do quarto filtro de rejeitos de Aripuanã está em andamento e deve reduzir a principal limitação sazonal da operação, ampliando a estabilidade operacional da unidade.
O resultado operacional também foi beneficiado pela continuidade da recuperação dos smelters brasileiros. A unidade de Juiz de Fora produziu 56% mais zinco em relação ao primeiro trimestre de 2025, enquanto Três Marias elevou a produção em 17%, refletindo melhorias nos circuitos de hidrometalurgia e tostagem.
No consolidado, a produção de zinco da Nexa somou 79 mil toneladas no trimestre, crescimento de 18% na comparação anual, sustentado por maiores teores em todas as minas. Em relação ao trimestre anterior, porém, houve retração de 13%, impactada por menores volumes de minério processado no Complexo Cerro Pasco e em Cerro Lindo, no Peru.
“Aripuanã registrou mais um recorde trimestral de produção de zinco, e nossos smelters brasileiros continuaram sua recuperação”, afirmou o CEO da companhia, Ignacio Rosado.
A produção de chumbo alcançou 15 mil toneladas, alta de 19% sobre o mesmo período do ano anterior. Já a produção de cobre caiu 16%, para 6,4 mil toneladas, devido à sequência planejada de lavra. A produção de prata totalizou 2,3 milhões de onças, recuo anual de 3%.
Segundo a companhia, operações no Peru sofreram impactos temporários causados por fortes chuvas, bloqueios comunitários em Atacocha e uma interrupção não planejada no sistema de içamento de El Porvenir. A Nexa afirmou que as ocorrências já foram solucionadas e as operações retornaram aos níveis normais.
Resultados financeiros
A Nexa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 118 milhões, ante US$ 29 milhões no mesmo período de 2025 e US$ 81 milhões no quarto trimestre do ano passado.
O EBITDA ajustado atingiu US$ 283 milhões, avanço de 126% na comparação anual, enquanto a receita líquida somou US$ 888 milhões, alta de 42% sobre o primeiro trimestre de 2025.
Segundo a companhia, a melhora financeira foi impulsionada principalmente pela valorização dos metais, sobretudo da prata. O preço médio de referência da prata na LBMA ficou 164% acima do registrado um ano antes. A empresa também destacou maiores volumes de vendas nos smelters.











