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Por Ricardo Lima
A Atlas Lithium anunciou a contratação de empresas de engenharia e construção para avançar a implementação do projeto de lítio Neves, em Minas Gerais. Segundo a companhia, os contratos foram firmados após processo competitivo e os custos ficaram em linha ou abaixo das estimativas previstas no Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS). O projeto, considerado um dos principais da empresa no Brasil, possui capacidade estimada de 146 mil toneladas anuais de concentrado de lítio.
O estudo de viabilidade aponta custo operacional de US$ 489 por tonelada na boca da mina, enquanto o preço internacional do concentrado gira em torno de US$ 2.000 por tonelada. Entre os parceiros contratados estão a Promon Engenharia, responsável por etapas de engenharia detalhada; a TSX Engineering, que fará a gestão da implementação do projeto; a Cerne Construções, contratada no modelo EPC para erguer estruturas administrativas e operacionais; e a RETC Infraestrutura, encarregada das obras de terraplenagem e construção civil.
De acordo com a Atlas Lithium, a escolha dos fornecedores levou em conta critérios como experiência técnica, histórico de execução, qualidade e eficiência de custos. As empresas selecionadas possuem atuação consolidada no setor de mineração brasileiro.
A companhia informou ainda que segue negociando com fornecedores adicionais para outras etapas da implantação e espera alcançar prontidão total nas próximas semanas.
Segundo o estudo de viabilidade, o Projeto Neves apresenta taxa interna de retorno (TIR) estimada em 145%, valor presente líquido (VPL) de US$ 539 milhões e prazo de retorno de 11 meses.
A Atlas Lithium informou também que o empreendimento já possui licenças operacionais e que a planta de separação por meio denso necessária ao projeto foi adquirida e transportada para o Brasil.
Além do Projeto Neves, a empresa detém cerca de 557 km² em direitos minerais para exploração de lítio, área que, segundo a companhia, representa a maior entre empresas listadas do setor no país. A Atlas Lithium também possui participação aproximada de 21% na Atlas Critical Minerals.
A companhia ressaltou que as projeções estão sujeitas a riscos e incertezas, incluindo condições de mercado, fatores operacionais, ambiente regulatório brasileiro e disponibilidade de capital.













