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Por Ricardo Lima
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Women in Mining Brasil (WIM Brasil) assinaram, nesta terça-feira (5), um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação da participação feminina no setor mineral. A iniciativa prevê ações integradas voltadas à promoção da equidade de gênero, diversidade e inclusão em diferentes áreas da mineração e das geociências.
A parceria inclui o compartilhamento de dados, estudos e boas práticas entre as instituições, além da realização de workshops, palestras, webinars e atividades de mobilização. O objetivo é incentivar a presença de mulheres em funções técnicas, científicas e de liderança, fortalecendo políticas de inclusão e permanência no setor.
O diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, reconheceu a contribuição feminina no setor e destacou o compromisso institucional com a construção de um ambiente mais diverso. “Como instituição pública, temos o compromisso de fortalecer essa presença e também de colaborar com outras instituições, compartilhando experiências e apoiando iniciativas que ampliem a participação feminina em diferentes espaços. Esse é um movimento coletivo, que exige articulação e dedicação contínua”, afirmou.
O ACT estabelece ainda o acompanhamento dos resultados das iniciativas desenvolvidas, com foco no aprimoramento contínuo das ações. O acordo não prevê transferência de recursos financeiros, sendo que cada instituição ficará responsável pelas atividades sob sua competência.
A diretora-presidente da WIM Brasil, Patrícia Procópio, destacou a importância da representatividade feminina. “Hoje, temos na WIM mineradoras, fornecedores e precisamos também de parceria com órgãos públicos. Precisamos estar juntos para criar políticas públicas que favoreçam todo esse trabalho de maior inclusão e diversidade”, declarou.
A diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB, Alice Castilho, ressaltou a necessidade de compreender os fatores que dificultam a permanência feminina nas áreas técnicas. “É muito importante essa inserção da mulher no mercado. A gente verifica que há um número muito maior de mulheres se formando nas áreas de geociências e engenharia de minas desde a segunda metade do século, mas não há a fixação delas na profissão. É preciso identificar o porquê”, disse.
Criada em 2019, a Women in Mining Brasil consolidou-se como associação em 2025. A entidade atua na promoção de um ambiente mais inclusivo no setor mineral, incentivando a diversidade como elemento estratégico para inovação e desenvolvimento sustentável.











