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Por Ricardo Lima
A Vale informou nesta quarta-feira (24) que não aprovou nenhum investimento relacionado à Bahia Mineração (Bamin) e reiterou que continuam as negociações para a otimização dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O posicionamento foi divulgado após notícias publicadas pela imprensa brasileira sobre os temas.
Segundo a mineradora, a análise de oportunidades de investimento faz parte da rotina da companhia e segue critérios técnicos, econômicos e financeiros, além das regras internas de governança corporativa. A empresa também afirmou que permanece em tratativas com órgãos federais para avançar nas discussões sobre as concessões ferroviárias.
“A Companhia avaliou a oportunidade e não aprovou qualquer investimento relacionado à empresa Bahia Mineração S.A. – Bamin”, informou a Vale em comunicado.
Investimento na Bamin
De acordo com a Vale, a avaliação de ativos com potencial aderência às prioridades estratégicas da empresa ocorre regularmente. A companhia destacou que eventuais decisões de alocação de capital passam por um processo rigoroso de análise antes de serem submetidas às instâncias competentes.
A manifestação ocorre em meio a especulações sobre uma possível participação da mineradora em projetos ligados à Bamin. A empresa, no entanto, afirmou que nenhuma operação nesse sentido foi aprovada.
Negociações sobre concessões seguem em andamento
A Vale também informou que continuam as negociações com o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Infra S.A. para a otimização dos contratos de concessão das ferrovias EFC e EFVM.
Segundo a companhia, as discussões seguem as diretrizes estabelecidas no acordo firmado em 30 de dezembro de 2024, especialmente em relação à definição da base de ativos e à execução de obras de infraestrutura.
“A Vale reafirma seu compromisso com as diretrizes e bases gerais para a otimização dos contratos de concessão ferroviária”, afirmou a empresa.
Ainda de acordo com a mineradora, todas as obrigações previstas nos contratos de concessão estão sendo cumpridas. A expectativa é que a conclusão do processo, após eventual aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), traga maior previsibilidade e segurança jurídica para os investimentos e compromissos relacionados às duas ferrovias.
A companhia informou ainda que continuará comunicando ao mercado eventuais fatos relevantes relacionados aos seus negócios.












