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Por Ricardo Lima
A Vale informou na quarta-feira (12) que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) prevê iniciar, no primeiro semestre de 2028, a operação do projeto de Flotação de Partículas Grossas (CPF, na sigla em inglês) no Complexo de Cobre Salobo, no Pará. De acordo com a mineradora, o início ocorrerá cerca de um ano antes do cronograma original, após mudanças no escopo e medidas de otimização da execução.
O projeto terá investimento estimado em US$ 215 milhões e deverá ampliar em 6 milhões de toneladas por ano a capacidade de processamento de minério de Salobo, que chegará a 42 milhões de toneladas anuais. A expectativa é de um aumento de até 30 mil toneladas de cobre contido em concentrado por ano, além de aproximadamente 15 mil onças de ouro como subproduto.
Projeto teve escopo simplificado
Segundo a companhia, a revisão do projeto reduziu a estimativa de investimentos em relação à projeção inicial, que variava entre US$ 225 milhões e US$ 275 milhões. Com um aporte da Wheaton Precious Metals, o desembolso de capital da VBM deverá ficar em aproximadamente US$ 175 milhões.
“A VBM espera iniciar a operação no primeiro semestre de 2028, aproximadamente um ano antes do cronograma original”, informou a Vale.
A mineradora atribui a antecipação a iniciativas de otimização e melhorias na execução do projeto. A companhia também afirma que as mudanças devem contribuir para melhorar os retornos do investimento.
Com a entrada em operação do CPF, a capacidade anual de processamento de Salobo passará de 36 milhões para 42 milhões de toneladas. O aumento da produção de cobre poderá chegar a 30 mil toneladas contidas em concentrado, enquanto o ouro será produzido como subproduto, em volume estimado de 15 mil onças por ano.
Wheaton financiará parte do investimento
De acordo com a Vale, a Wheaton Precious Metals concordou em repassar US$ 40 milhões à VBM para financiar parcialmente os investimentos do projeto. O pagamento será feito em duas parcelas de US$ 20 milhões, condicionadas ao cumprimento de marcos de desenvolvimento.
O acordo substitui pagamentos futuros previstos no atual contrato de streaming de Salobo. Esses pagamentos poderiam alcançar US$ 8 milhões por ano durante até dez anos caso fosse implementado um plano de lavra com minério de maior teor.
A revisão também simplificou o escopo do projeto CPF. Com isso, a VBM estima que o investimento total ficará em aproximadamente US$ 215 milhões. Após considerar os recursos da Wheaton, a parcela de capital a ser desembolsada pela subsidiária da Vale será de cerca de US$ 175 milhões.
Expansão do cobre em Carajás
O projeto faz parte do pipeline de expansão da produção de cobre da VBM no Brasil. Segundo a companhia, a empresa possui uma base mineral superior a 53 milhões de toneladas de cobre contido em reservas e recursos minerais, incluindo recursos inferidos.
A estratégia da Vale Base Metals prevê elevar a produção de cobre para aproximadamente 700 mil toneladas anuais até 2035. O crescimento deverá ser sustentado principalmente pela base de recursos e pelos projetos localizados no sistema de Carajás, no Pará.
A região concentra operações, infraestrutura de processamento e logística já instaladas, além de sistemas de energia e outros ativos minerários. De acordo com a mineradora, a proximidade entre os projetos e os complexos existentes favorece uma trajetória de expansão com maior eficiência de capital.
A Vale destacou ainda que o desempenho de Salobo vem sendo reforçado por recordes de produção registrados em 2024 e 2025, cenário que, segundo a companhia, sustenta as perspectivas de crescimento da unidade com a implantação do projeto de flotação.













