Minera Brasil
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Login
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO
Sem resultados
Ver todos os resultados
Minera Brasil
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Empresas

CBMM e St. George disputam na Justiça área de terras raras e nióbio em MG

Companhia australiana detém direitos minerários sobre 38 hectares que pertencem à brasileira; disputa envolve acesso ao terreno e segurança da barragem 4 da CBMM

11 de agosto de 2026
em Empresas
1
St George negocia com empresa americana 40% da produção futura de Terras Raras

Área onde estão localizadas as operações da CBMM e da St. George é alvo de disputa judicial em Araxá (MG). Imagem: Saint George / Divulgação.

Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate

Por Redação

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), controlada pela família Moreira Salles e maior produtora de nióbio do mundo, e a australiana St. George, que desenvolve em Araxá (MG) um projeto de terras raras e nióbio ainda não operante, travam há mais de um ano uma disputa judicial pelo acesso a uma área de 38 hectares pertencente à brasileira. A australiana detém direitos minerários sobre o local, amparados por autorizações de pesquisa emitidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Informações segundo o Valor Econômico.

A St. George busca autorização para ingressar na propriedade e realizar estudos destinados a identificar o potencial mineral da área. A CBMM tenta impedir o acesso e argumenta que intervenções no local poderiam afetar a barragem 4, estrutura da companhia situada dentro do perímetro.

O caso teve decisões divergentes na primeira e na segunda instâncias da Justiça de Minas Gerais. Atualmente, a St. George está impedida de entrar na área, enquanto o processo aguarda pareceres técnicos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Disputa envolve segurança da barragem

Segundo informações do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), a barragem 4 não é destinada à contenção de sedimentos de mineração, mas de rejeitos e resíduos industriais. Documentos recentes de segurança da CBMM classificam a estrutura como desativada, em processo final de descaracterização e reintegração ao meio ambiente.

Os mesmos documentos apontam baixo risco associado à possibilidade de falhas ou rupturas, mas dano potencial associado médio em caso de rompimento.

O principal argumento da CBMM é que furos de sondagem ou vibrações provocados pelas pesquisas poderiam romper a membrana que impermeabiliza a barragem e contaminar o solo com bário. O material é considerado passivo ambiental da companhia e é monitorado pela empresa por obrigação legal, em razão de um acordo com o MPMG.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), ao suspender uma autorização de acesso concedida à St. George, citou estudo da Feam segundo o qual pesquisas e sondagens na área da estrutura seriam incompatíveis com a barragem. O MPMG também apontou que não havia, naquele momento, dados suficientes no processo para garantir que mesmo atividades superficiais seriam incapazes de afetar o sistema de remediação do bário.

Decisões judiciais tiveram idas e vindas

O litígio começou no ano passado, quando a St. George ajuizou ação na primeira instância de Araxá para obter acesso à propriedade. A empresa afirmou que vinha tentando negociar amigavelmente o ingresso desde 2024, sem sucesso.

A australiana chegou a conseguir uma autorização provisória, mas a decisão foi contestada pela CBMM. Em junho daquele ano, a Justiça proibiu a realização de perfurações pesadas, mas permitiu estudos superficiais, em uma solução intermediária.

Ainda naquele mês, a CBMM recorreu à segunda instância, que bloqueou o ingresso da St. George na área.

A disputa ganhou uma nova frente em março deste ano. Como o bloqueio anterior era provisório e o juiz responsável pelo primeiro processo havia entendido que discussões relacionadas a riscos ecológicos não estavam abrangidas pela ação, a CBMM apresentou uma nova ação na primeira instância.

A Justiça concedeu liminar determinando o bloqueio total do acesso.

Em junho, porém, a primeira instância reconsiderou a própria decisão depois que a St. George apresentou recurso afirmando que faria apenas levantamentos superficiais e “não invasivos”, incluindo diagnósticos de flora, medições geológicas temporárias e sobrevoos de drone. A empresa também afirmou que deslocaria os furos de sondagem para fora da área da barragem.

A CBMM recorreu novamente ao TJ-MG e pediu a suspensão urgente da autorização. O pedido foi aceito no mesmo mês.

Agora, o processo está parado na primeira instância, à espera de manifestações técnicas do MPMG, da Feam e do Ibama. Uma fonte afirmou que a St. George continua otimista de que poderá obter uma decisão autorizando o início das pesquisas que vão determinar se há potencial minerário na área.

Direitos minerais podem prevalecer sobre propriedade

O conflito entre as empresas ocorre em um contexto considerado relativamente comum no setor de mineração. Segundo Adriano Trindade, sócio da área de mineração do escritório Mattos Filho Advogados, os recursos minerais pertencem à União, e não ao proprietário do terreno.

Por isso, o Estado pode conceder a uma empresa um direito minerário, como uma autorização de pesquisa ou uma concessão de lavra, mesmo quando a propriedade da superfície pertence a outra pessoa ou empresa.

Depois de obter o título mineral, a mineradora precisa buscar acesso ao terreno. Caso o proprietário não permita o ingresso, uma das alternativas é recorrer à Justiça.

“Quando se tem um conflito entre uma concessionária e o dono da terra, já existem parâmetros muito bem definidos pela legislação e que já vêm sendo aplicados de forma bem consistente”, afirmou Trindade.

Outra fonte do setor jurídico que atua com mineração, e que pediu para não ser identificada, afirmou que a situação decorre do fato de a mineração ser considerada atividade de interesse nacional e, em determinadas circunstâncias, se sobrepor a outras atividades.

“Uma pessoa que tem um título mineral, seja um alvará de pesquisa ou uma concessão ou portaria de lavra, tem direito à entrada na propriedade de um terceiro, mediante o pagamento de renda e indenização. O objeto que é discutível é o valor.”

Remanejamento da estrutura pode entrar em negociação

Segundo essa fonte, um possível desdobramento de conflitos como o de Araxá é avaliar se a infraestrutura existente pode ser transferida para outro local.

“Se for verificado que é possível essa mudança, tecnicamente, operacionalmente e financeiramente, se começa a ter uma possibilidade de uma negociação.”

A indenização pelos custos de eventual remanejamento, porém, seria uma premissa.

“Se ficar comprovado que é impossível o remanejamento, daí a [empresa entrante] vai ter muito mais dificuldade”, afirmou. “Se ela não conseguir acessar a área para fazer pesquisa, ela não consegue avançar.”

Durante a disputa, a St. George acusou a CBMM de tentar desvirtuar a finalidade da ação e provocar “tumulto processual” para atrasar a autorização de ingresso. A brasileira, por sua vez, afirmou que a australiana agiu de “má-fé” e tentou criar uma situação de “urgência” que não existiria.

A St. George argumentou que a demora poderia resultar na perda de seus direitos minerários de pesquisa. A CBMM também considerou insuficiente o valor de R$ 38,2 mil depositado judicialmente pela australiana como indenização prévia e renda anual pela ocupação temporária do solo.

Projeto da St. George prevê US$ 350 milhões

O projeto da St. George em Araxá prevê investimentos de até US$ 350 milhões para produzir nióbio e terras raras. Em declaração ao Valor no ano passado, o diretor-presidente da companhia, John Prineas, afirmou que não considerava a CBMM uma concorrente direta e que a entrada da empresa na área contribuiria para diversificar a concorrência.

A companhia australiana prevê produzir inicialmente cerca de 5 mil toneladas de nióbio por ano quando o projeto entrar em operação, o que está previsto para 2028.

A CBMM, por sua vez, tem capacidade para produzir 150 mil toneladas de nióbio por ano e vem produzindo entre 100 mil e 120 mil toneladas anuais.

Para a CBMM, segundo uma fonte, o litígio está relacionado principalmente à segurança da barragem, e não a uma tentativa de impedir a concorrência na região. A principal demanda da brasileira seria retirar a barragem 4 do perímetro abrangido pela autorização de pesquisa da St. George.

St. George diz que área não é necessária para estimativa atual

Procurada, a St. George afirmou que a ação judicial não compromete a viabilidade de seu projeto em Araxá e que a área em disputa poderia ampliar o empreendimento na região.

“A área objeto da disputa judicial não integra a estimativa atual de recursos minerais”, afirmou a companhia, em nota.

Sobre a barragem, a empresa australiana disse que dados técnicos, documentos oficiais e informações fornecidas pela própria CBMM aos órgãos competentes sobre a segurança e a estabilidade da estrutura não demonstram riscos.

“A existência da barragem, por não ser incompatível com a atividade [de mineração], não pode esterilizar recursos da União”, acrescentou.

Procurada, a CBMM não comentou o assunto.

Compartilhe:

  • Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp

Curtir isso:

Curtir Carregando...
Post Anterior

ANM autoriza Largo a produzir cobre em mina na Bahia

Próximo Post

Senado inclui agenda das energias renováveis nos debates durante o esforço concentrado  

Próximo Post
Senado inclui agenda das energias renováveis nos debates durante o esforço concentrado  

Senado inclui agenda das energias renováveis nos debates durante o esforço concentrado  

Comentários 1

  1. Anônimo says:
    1 mês atrás

    Tem que mudar a narrativa, a B4 é,atualmente, uma pilha de estéril!

    Responder

Deixe uma respostaCancelar resposta

345x345
  • Tendências
  • Comentários
  • Último
Conselho de minerais críticos; saiba quem são os representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior

Conselho de minerais críticos; saiba quem são os representantes de estados, municípios, setor privado e instituições de ensino superior

17 de setembro de 2026
ANM aponta drenagem ácida em mina da Lundin em Goiás

ANM aponta drenagem ácida em mina da Lundin em Goiás

9 de setembro de 2026
Mosaic vende mina de potássio no Sergipe à VL Mineração por 27 milhões de dólares

Mosaic e Rainbow iniciam estudo de pré-viabilidade de projeto de terras raras em MG

14 de setembro de 2026
Mineração Taboca prevê US$ 100 milhões para ampliar operações no Amazonas

Mineração Taboca prevê US$ 100 milhões para ampliar operações no Amazonas

22 de setembro de 2026
Sigma é escolhida pela Nasdaq para tocar sino na Semana do Clima de Nova York após atingir 100% de circularidade

Sigma é escolhida pela Nasdaq para tocar sino na Semana do Clima de Nova York após atingir 100% de circularidade

Lula sanciona Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

Lula sanciona Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

MRN obtém Licença de Instalação no Pará e prevê R$ 9 bilhões em investimentos

MRN inicia implantação de projeto de R$ 5 bilhões no Pará

Remuneração aos acionistas é anunciada pela Vale

Vale afirma não haver estudos ou decisão sobre IPO da Vale Base Metals

Conselho Diretor do IBRAM anuncia embaixador Rodrigo de Azeredo Santos como novo Diretor-Presidente 

Conselho Diretor do IBRAM anuncia embaixador Rodrigo de Azeredo Santos como novo Diretor-Presidente 

25 de setembro de 2026
Sustentabilidade é parte da estratégia de negócio da Vale, diz vice-presidente

Sustentabilidade é parte da estratégia de negócio da Vale, diz vice-presidente

25 de setembro de 2026
Amapá Minerals abre mercado da Bolsa de Toronto após listagem

Amapá Minerals abre mercado da Bolsa de Toronto após listagem

25 de setembro de 2026
Corte orçamentário na ANM compromete fiscalização de barragens e combate à mineração ilegal

ANM abre consulta pública sobre regras para Declaração de Utilidade Pública

25 de setembro de 2026

Notícias Recentes

Conselho Diretor do IBRAM anuncia embaixador Rodrigo de Azeredo Santos como novo Diretor-Presidente 

Conselho Diretor do IBRAM anuncia embaixador Rodrigo de Azeredo Santos como novo Diretor-Presidente 

25 de setembro de 2026
Sustentabilidade é parte da estratégia de negócio da Vale, diz vice-presidente

Sustentabilidade é parte da estratégia de negócio da Vale, diz vice-presidente

25 de setembro de 2026
Amapá Minerals abre mercado da Bolsa de Toronto após listagem

Amapá Minerals abre mercado da Bolsa de Toronto após listagem

25 de setembro de 2026
CEO da AMG Brasil é reeleito para o Comitê Executivo do TIC

CEO da AMG Brasil é reeleito para o Comitê Executivo do TIC

24 de setembro de 2026
Minera Brasil

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Navegar no site

  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO

Siga o Minera nas redes sociais

Bem vindo de volta!

Faça login com o Google
Faça login com o Linked In
OU

Faça login em sua conta abaixo

Esqueceu a senha?

Recuperar sua senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Login
plugins premium WordPress
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Quem somos
  • Editorias
    • Jazida
    • Cobertura Especial – Exposibram 2026
    • Economia
    • Negócios
    • Entrevistas
    • Pesquisa Mineral
    • Mulheres na Mineração
    • Transição Energética
    • Artigos & Opinião
    • Legislação
    • Internacional
    • Tecnologia & Inovação
    • Oportunidades
    • Sustentabilidade
    • Política
    • Mineração e Mercado de Capitais
    • Executivos
    • Exclusivo
    • Empresas
    • Eventos
    • TV MINERA
  • TV MINERA
  • GEOINFORMAÇÃO

© 2024 Minera Brasil - Agência de Notícias da Mineração Brasileira.

Este site usa cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência em nosso site.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER
Fique atualizado com as últimas notíciase inovações do setor mineral brasileiro.
Close
%d