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Por Redação
A ST George Mining deve divulgar nas próximas semanas uma atualização da estimativa de recursos minerais do Projeto Araxá, em Minas Gerais, com expectativa de ampliar os recursos do depósito e elevar o nível de confiança geológica da jazida. A previsão foi apresentada pelo diretor-geral da companhia no Brasil, Thiago Amaral, em entrevista ao programa Mapa da Mina, da CNN.
Segundo o executivo, a campanha de sondagens realizada ao longo deste ano permitiu avançar na classificação dos recursos minerais, elevando a parcela enquadrada nas categorias medida e indicada — consideradas mais confiáveis para subsidiar os estudos econômicos do empreendimento. Paralelamente, a empresa segue trabalhando na expansão dos recursos minerais do projeto.
“As divulgações vão mostrar um aumento considerável desses valores, medidos e indicados, e também estamos trabalhando na expansão desses recursos“, afirmou Amaral. “Neste primeiro momento, estamos trabalhando com o Bloco Oeste e já estamos a todo vapor nas perfurações do Bloco Leste, que em breve também terá um novo recurso estimado adicional.”
O executivo destacou que a campanha de aproximadamente 23 mil metros de sondagem representa um passo importante para a próxima fase de desenvolvimento do projeto. Segundo ele, a companhia trabalha com a expectativa de alcançar um depósito próximo de 100 milhões de toneladas, o que poderá colocar Araxá entre os maiores projetos de nióbio e terras raras do mundo. “Esse detalhamento é muito importante para que a gente passe para a etapa seguinte, que é a avaliação econômica do projeto.”
Rota tecnológica busca agregar valor às terras raras
Além do avanço na pesquisa mineral, Amaral afirmou que a ST George vem desenvolvendo uma estratégia para ampliar o aproveitamento econômico das terras raras produzidas em Araxá. Em vez de comercializar apenas um concentrado misto, a empresa estuda realizar uma separação inicial dos elementos ainda no Brasil, agregando valor antes da exportação.
De acordo com o diretor, a rota em estudo prevê uma corrente concentrando principalmente lantânio e cério, outra destinada ao neodímio e ao praseodímio — utilizados na fabricação de ímãs permanentes — e uma terceira composta pelas terras raras pesadas.
“O que a gente tem estudado e visto como possível ser realizado aqui é a separação inicial das terras raras mais leves, que é lantânio e cério; uma segunda separação do neodímio e do praseodímio; e o que a gente chama de pesadas, samário mais as pesadas“, explicou. “É uma separação inicial das terras raras leves e um outro produto de terras raras mais pesadas.”
Segundo Amaral, a estratégia busca reduzir resíduos, ampliar o aproveitamento dos minerais extraídos e desenvolver novas aplicações industriais para esses materiais.
Negociações comerciais
A companhia também mantém negociações com potenciais compradores para a futura produção de nióbio e terras raras. Questionado sobre a geopolítica envolvendo minerais críticos, Amaral afirmou que a empresa não restringe as conversas a mercados ocidentais e permanece aberta a parceiros comerciais de diferentes origens.
“Estamos abertos para trabalhar com todos os parceiros que existem, tanto no Ocidente quanto no Oriente“, disse. “O grande posicionamento estratégico do Brasil vem sendo justamente essa abertura para comercializar e buscar as melhores alternativas ao longo do tempo para os seus parceiros comerciais.”
Segundo o executivo, além das conversas comerciais, a empresa busca atrair tecnologias para processamento de minerais críticos ao Brasil, agregando valor à produção nacional antes da exportação.













