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Por Redação
A Aura Minerals registrou lucro líquido recorde de US$ 217,7 milhões no segundo trimestre de 2026, resultado mais de 26 vezes superior aos US$ 8,1 milhões apurados no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado pelo avanço das vendas, pela valorização dos preços dos metais e pelo crescimento do resultado operacional, enquanto a companhia também alcançou a maior produção para um primeiro semestre de sua história.
Entre abril e junho, a receita líquida somou US$ 335,9 milhões, alta de 76% na comparação anual. Já o lucro operacional atingiu US$ 175,3 milhões, crescimento de 93% em relação ao segundo trimestre de 2025. O Ebitda ajustado alcançou US$ 196,6 milhões, avanço de 85% no período.
De acordo com a mineradora, tanto os resultados do segundo trimestre de 2026 quanto os do mesmo período de 2025 foram significativamente impactados por ganhos não caixa relacionados à marcação a mercado (mark-to-market) de operações de proteção de preço (hedge) do ouro.
Produção recorde no semestre
A produção total da Aura Minerals foi de 75.437 onças equivalentes de ouro (GEO) entre abril e junho, volume 18% superior ao registrado um ano antes, embora 8% inferior ao do primeiro trimestre deste ano, refletindo principalmente o sequenciamento planejado das minas.
No acumulado do primeiro semestre, a produção alcançou 157.574 GEO, crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior volume já registrado pela companhia para os seis primeiros meses do ano. Segundo a empresa, o desempenho mantém a expectativa de atingir a projeção consolidada de produção entre 340 mil e 390 mil GEO em 2026.
Entre as operações, Almas produziu 16.130 GEO no trimestre, alta de 25% na comparação anual, impulsionada pela expansão da planta de processamento. Borborema somou 14.251 GEO e segue ampliando sua participação após iniciar a produção comercial no segundo trimestre de 2025. Já a Mineração Serra Grande (MSG), incorporada ao portfólio da companhia, produziu 7.186 GEO no período, enquanto recebe investimentos para adaptação do método de lavra subterrânea.
As minas de Apoena, Minosa e Aranzazu registraram reduções de produção em relação ao trimestre anterior ou ao mesmo período do ano passado, em função principalmente do sequenciamento das operações e de menores teores de minério, fatores já previstos no planejamento operacional da companhia.
Receita é impulsionada por preços dos metais
Além do aumento do volume comercializado, a receita foi favorecida pela valorização dos metais no mercado internacional. O preço médio do ouro ficou 35% acima do registrado no segundo trimestre de 2025, enquanto o cobre apresentou alta média de 41%.
As vendas totalizaram 78.414 GEO entre abril e junho, crescimento de 26% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo melhor desempenho comercial das minas de Almas e Borborema, que passou a operar comercialmente, além da contribuição da Mineração Serra Grande. No primeiro semestre, as vendas atingiram 159.782 GEO, avanço de 30% sobre igual período do ano anterior.
Dívida cresce com investimentos e remuneração aos acionistas
Ao final de junho, a dívida líquida da Aura Minerals era de US$ 168 milhões, acima dos US$ 115,2 milhões registrados no encerramento de março. Segundo a companhia, o aumento reflete principalmente o pagamento de dividendos, a recompra de ações no valor de US$ 67,7 milhões e investimentos de US$ 53,5 milhões em projetos de expansão.
Esses desembolsos foram parcialmente compensados pelo fluxo de caixa livre recorrente recorde de US$ 80,2 milhões. A alavancagem permaneceu baixa, em 0,21 vez.
Dividendos
A companhia também anunciou a distribuição de dividendos de US$ 0,72 por ação, totalizando aproximadamente US$ 60,4 milhões. O pagamento será realizado em dólares no dia 28 de agosto para os acionistas com posição em 18 de agosto.
Os detentores de BDRs receberão US$ 0,24 por certificado, considerando que cada ação corresponde a três BDRs. O pagamento está previsto para ocorrer em torno de 8 de setembro, em reais, com conversão pela taxa de câmbio de mercado a ser informada pela companhia antes da data de distribuição.













