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Por Redação
Representantes do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e da Associação Brasileira de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM) foram recebidos, na quinta-feira (30), pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, em Brasília, para discutir uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da mineração como vetor da política industrial brasileira.
Participaram da reunião, pelo IBRAM, o presidente Pablo Cesário, Daniel Vieira, da área de Relações Institucionais, e Cinthia Faria, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento. A ABPM foi representada por seu gerente executivo, Miguel Nery, e ex-presidente da ABDI. Pela Agência, também estiveram presentes a diretora Neide Freitas, o assessor Nikolas Passos, a gerente Talita Daer e o analista Jorge Boeira.
O encontro marcou a retomada do diálogo institucional entre a ABDI entidades do setor mineral para construir uma agenda voltada ao desenvolvimento tecnológico, à pesquisa, ao fortalecimento das cadeias produtivas e à agregação de valor aos recursos minerais brasileiros, em sintonia com a estratégia nacional de reindustrialização.

Encontro na sede da ABDI reuniu lideranças da Agência, do IBRAM e da ABPM para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento das cadeias minerais, dos minerais críticos e da reindustrialização do Brasil.
Para Miguel Nery, que também é coordenador da Rede Invest Mining, a reunião sinaliza uma nova etapa na discussão das políticas públicas para a mineração. Segundo ele, o debate foi conduzido sob uma perspectiva abrangente das cadeias minerais, integrando temas como institucionalidade, financiamento, pesquisa, tecnologia e desenvolvimento industrial.
“Houve convergência de que a ABDI pode assumir um papel central de coordenação técnica e articulação política dessa agenda,” afirmou Nery, que convidou a Agência a Integrar o Comite Gestor da Rede Invest Mining. O Convite foi por Olavo Noleto.
Na avaliação de Pablo Cesário, o encontro representa a retomada de uma agenda histórica voltada à formulação de políticas públicas para a mineração.
“A reunião foi muito interessante porque demonstra a retomada das ações de formulação e estudos da ABDI sobre mineração. A Agência tem um longo histórico na construção de políticas públicas, de política industrial e de política mineral. E pode contribuir olhando toda a cadeia produtiva – o que vem antes da mineração, o que vem depois – e estruturando projetos estratégicos, como a MAGBRAS e outras iniciativas que o país precisa desenvolver”, destacou.
Segundo Cesário, a reunião representa o início de uma agenda permanente de estudos e articulação institucional voltada ao fortalecimento da cadeia mineral brasileira, especialmente diante do protagonismo crescente dos minerais críticos na transição energética, na segurança das cadeias globais de suprimento e na nova política industrial.
Durante o encontro, Olavo Noleto apresentou projetos estratégicos já conduzidos pela ABDI em parceria com a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), reforçando o papel da Agência como articuladora de iniciativas voltadas à modernização do setor.
Entre as ações em andamento, destacou um projeto de inteligência artificial desenvolvido em conjunto com a ANM para apoiar a análise de cerca de 20 mil processos minerários. A iniciativa utiliza ferramentas de IA para avaliar os impactos operacionais de mudanças regulatórias e identificar oportunidades para tornar os processos mais eficientes.
Segundo Noleto, uma das principais conclusões desse trabalho é que a aceleração dos processos minerários precisa ser analisada de forma sistêmica. “Não basta acelerar apenas uma etapa; é preciso considerar todo o fluxo processual para que as mudanças produzam resultados efetivos”, observou.
O presidente da ABDI também defendeu que os minerais críticos sejam tratados de forma individualizada. Para ele, cada cadeia mineral possui características próprias, diferentes níveis de maturidade tecnológica, gargalos específicos e mercados distintos, exigindo políticas públicas desenhadas de acordo com as necessidades de cada segmento.
Nesse contexto, a ABDI foi apontada pela ABPM e IBRAM como uma instituição capaz de produzir estudos mais detalhados sobre as cadeias produtivas minerais, mapear gargalos tecnológicos, identificar oportunidades de agregação de valor e indicar quais etapas da produção podem ser desenvolvidas no Brasil, contribuindo para uma estratégia consistente de reindustrialização baseada em recursos minerais.
Como primeiro desdobramento da reunião, Olavo Noleto convidou os representantes do IBRAM e da ABPM para participarem do Café com a Indústria, que será realizado no dia 2 de setembro, na sede da ABDI, em Brasília. O encontro terá como tema central mineração e indústria e deverá reunir representantes do governo, do setor produtivo e de instituições estratégicas para discutir oportunidades de fortalecimento das cadeias minerais e sua integração à política industrial brasileira.












