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Por Redação
Durante o primeiro Fórum de CEOs da Mineração, realizado em Brasília, executivos de empresas que se consolidaram como cases de sucesso no setor relataram suas experiências e os caminhos para uma mineração mais competitiva e sustentável.
Moderado por Frederico Bedran, diretor executivo da Associação de Minerais Críticos (ANM), que destacou o propósito do painel: fomentar o compartilhamento de aprendizados em um setor cada vez mais pressionado por desafios regulatórios, sociais e geopolíticos. “Todo líder e empresa tem alguma experiência que pode ser compartilhada. E esse é o espírito desse painel”, afirmou.
Um dos principais pontos de convergência entre os executivos foi o papel estratégico da chamada “licença social”, conceito que vai além das exigências legais do licenciamento ambiental e envolve o apoio efetivo das comunidades no entorno dos projetos.
Para Leandro Gobbo, Vice Presidente da PLS, contou que a experiência companhia mostra que o engajamento social deixou de ser apenas uma agenda reputacional para se tornar um fator determinante de viabilidade econômica. Segundo ele, projetos que constroem legitimidade junto às comunidades tendem a enfrentar menos entraves e avançar com maior previsibilidade.
“Se preocupar com a licença social não é só moralmente correto, é também economicamente benéfico”, afirmou. Gobbo ressaltou que, no caso da PLS, o processo de licenciamento ambiental foi ágil justamente pelo apoio das comunidades locais. “Hoje, em 2026, é insustentável um projeto de mineração que não tenha essa preocupação.”
Na mesma linha, Gilberto Azevedo, da executivo sênior da Kinross reforçou que a licença social se tornou um dos principais indicadores de sucesso de um empreendimento mineral. “Licença social é ir além da autorização formal e conquistar o suporte das comunidades. Quando isso acontece, normalmente a operação é bem-sucedida”, afirmou.
O painel também trouxe exemplos de expansão operacional sustentada. Rodrigo Dutra Amaral, diretor de Sustentabilidade da LHG Mining destacou a trajetória de crescimento acelerado do ativo estratégico da companhia. Segundo ele, a produção evoluiu de 4 milhões para cerca de 13 milhões de toneladas anuais em poucos anos, com perspectiva de alcançar 25 milhões de toneladas já licenciadas no Mato Grosso do Sul. “Era nossa única mina, então precisávamos acertar”, afirmou.
Já sob a ótica geopolítica, Ricardo Lima, CEO da CBMM chamou atenção para o posicionamento estratégico do Brasil no cenário global de minerais críticos. Em um contexto de disputas entre grandes potências, ele avaliou que a capacidade diplomática do país é um diferencial relevante.
“Precisamos estar presentes em todos os mercados. O fato de o Brasil conseguir transitar entre diferentes blocos geopolíticos é uma grande vantagem competitiva”, disse.
O painel mostrou que fatores como relacionamento com comunidades, execução operacional e posicionamento internacional estão cada vez mais interligados e tendem a definir os vencedores de um mercado em transformação.












