Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Redação
Dez municípios do nordeste goiano já recebem levantamentos aerogeofísicos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), iniciativa que busca ampliar o conhecimento sobre o subsolo da região por meio de tecnologias de alta precisão. O projeto integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e prevê investimentos de cerca de R$ 11,9 milhões em duas fases.
A primeira etapa começou em abril e abrange uma área de aproximadamente 13,2 mil km² nos municípios de Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Campinaçu, Cavalcante, Colinas do Sul, Flores de Goiás, Niquelândia, Nova Roma, São João d’Aliança e Teresina de Goiás. De acordo com o SGB, até o início de junho cerca de 90% da área já havia sido sobrevoada, e os resultados devem ser divulgados no segundo semestre deste ano.
Nova etapa começa em julho
A segunda fase está prevista para começar em julho e contemplará Cidade Ocidental, Cristalina, Ipameri, Luziânia, Orizona, Santo Antônio do Descoberto, Silvânia e Valparaíso de Goiás. Nessa etapa, serão mapeados cerca de 9,6 mil km², com investimento estimado em R$ 5,2 milhões.
Segundo o SGB, os levantamentos geram dados estratégicos para pesquisas sobre recursos naturais, planejamento territorial e desenvolvimento sustentável. As áreas foram selecionadas dentro de um plano nacional que busca ampliar a cobertura aerogeofísica do território brasileiro.
O diretor-presidente do órgão, Vilmar Simões, afirmou que a retomada dos levantamentos ocorre após cerca de dez anos sem novos projetos do tipo.
“Concluímos os trabalhos no Tocantins, iniciamos os levantamentos em Goiás e assinamos contrato para a Fase II no estado. Também estamos em diálogo para novas parcerias que permitam ampliar esses estudos em outras regiões do país”, disse.
Tecnologia permite investigar o subsolo sem perfurações
Os levantamentos são realizados com aeronaves de pequeno porte equipadas com sensores capazes de captar informações do campo magnético terrestre, da radiação natural das rochas e de variações gravitacionais. A metodologia permite identificar estruturas geológicas e fornecer informações sobre recursos minerais e hídricos sem a necessidade de perfurações.
Nesta etapa, estão sendo empregados métodos de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown. Os voos seguem linhas espaçadas em 500 metros, o que proporciona maior detalhamento dos dados em comparação a levantamentos anteriores.
Para o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, a iniciativa ocorre em um contexto de crescente demanda mundial por minerais considerados estratégicos para a transição energética.
“O potencial geológico brasileiro coloca o país em papel de destaque no cenário internacional e, com a retomada dos voos, estamos produzindo dados qualificados que irão ampliar o conhecimento sobre o subsolo e apoiar o aproveitamento sustentável dos recursos naturais”, afirmou.
O pesquisador Iago Costa, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica do SGB, destacou que a geofísica permite investigar desde os primeiros centímetros até centenas de quilômetros de profundidade.
“Por meio de diferentes métodos, é possível obter informações que revelam o potencial de uma região para a ocorrência de recursos minerais, energéticos ou hídricos”, explicou.
Os resultados do primeiro levantamento da nova etapa nacional, realizado no Tocantins, já estão disponíveis para consulta pública nas plataformas digitais do Serviço Geológico do Brasil.













