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Por Redação
Durante apresentação no SIMEXMIN 2026, o geológo sênior Julio Pérez Becker, da ALS Geoanalytics, discutiu como ferramentas de análise de dados, integração de informações geológicas e modelos de prospectividade vêm transformando a cadeia de valor da mineração. Segundo ele, o principal desafio atual da indústria não é apenas gerar dados, mas conseguir conectá-los de forma eficiente para apoiar decisões rápidas e precisas.
Becker explicou que a proposta da ALS Geoanalytics é justamente integrar grandes volumes de informações acumuladas ao longo dos projetos minerais. “Sabemos que, dentro das empresas, acumulam-se toneladas e toneladas de informação. Muitas vezes é difícil integrar tudo isso, e é exatamente essa solução que buscamos oferecer para a indústria”, afirmou. Segundo o pesquisador, a empresa atua em toda a cadeia mineral, desde projetos iniciais de exploração até minas em operação e etapas de fechamento.
Modelos de prospectividade
O especialista apresentou um fluxo de trabalho baseado em análise preditiva e inteligência geológica para definição de áreas com potencial mineral. O processo começa pela revisão e validação dos bancos de dados dos clientes, incluindo controles de qualidade em informações geoquímicas e geofísicas. Em seguida, os dados são integrados em diferentes camadas, permitindo a construção de modelos de prospectividade mineral.
Uma das etapas centrais do método é a definição dos chamados “pontos de treinamento”, utilizados para ensinar o modelo a diferenciar amostras mineralizadas de áreas estéreis. “Esses pontos acabam definindo quais amostras estão relacionadas à mineralização e quais não possuem interesse econômico”, explicou Becker.
Ele destacou ainda que os modelos passam por avaliação técnica de equipes multidisciplinares compostas por geólogos, geoquímicos, geofísicos e cientistas de dados com formação em geologia. “Uma das coisas que caracteriza a Geoanalytics é justamente a experiência dos profissionais envolvidos. Antes de qualquer resultado ser entregue ao cliente, ele passa pelo filtro de um grupo técnico altamente especializado”, disse.
Casos práticos em projetos de ouro
Durante a palestra, Becker apresentou exemplos de aplicações práticas em projetos auríferos. Em um dos casos, informações magnéticas, estruturais e pontos de treinamento foram integrados para definir sete alvos prioritários em um depósito de ouro. Segundo ele, os resultados foram posteriormente confirmados por campanhas de perfuração.
“Nosso objetivo foi integrar toda a informação disponível do projeto em um curto período de tempo para permitir decisões rápidas e eficazes”, afirmou. Ele acrescentou que os clientes obtiveram “resultados muito positivos” com o modelo aplicado.
Outro exemplo apresentado envolveu o uso da ferramenta Smart Target em um projeto de ouro baseado em dados geofísicos e estruturais. A integração das informações permitiu identificar três alvos principais, atualmente em fase de perfuração.
Plataforma usa dados de sondagem para gerar novas interpretações
Na parte final da apresentação, Becker introduziu uma plataforma voltada à utilização de informações provenientes de sondagens minerais. Segundo ele, a ferramenta permite transformar dados obtidos em furos de sondagem em novos insights geológicos e operacionais, ampliando a capacidade de interpretação dos depósitos minerais.
O pesquisador destacou que a tendência da mineração é incorporar cada vez mais ferramentas analíticas e automação de dados para acelerar a descoberta de recursos minerais e reduzir incertezas nos projetos.












