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Por Redação
A Prefeitura de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, determinou a paralisação imediata de atividades das mineradoras CSN, Vale, Ferro+ e Gerdau após uma nuvem de poeira atingir parte da cidade no domingo (12). A medida, expedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Semam), suspende todas as operações com potencial de gerar emissão de material particulado na atmosfera. Informações segundo o portal O Tempo.
A decisão foi tomada depois que moradores registraram em vídeo o avanço da poeira sobre diferentes regiões do município. Segundo a administração municipal, o episódio demonstrou que as medidas preventivas adotadas pelas empresas foram insuficientes, apesar dos alertas emitidos dias antes sobre a previsão de tempo seco e ventos fortes.
Alerta prévio e fiscalização
De acordo com a prefeitura, a Semam já havia encaminhado às mineradoras os ofícios nº 020/2026 e nº 023/2026, alertando para as condições meteorológicas desfavoráveis e solicitando o reforço das ações de controle da dispersão de partículas.
Neste domingo, fiscais da Diretoria de Gestão Ambiental (DGAM) realizaram vistorias nas unidades operacionais e constataram que parte das atividades já havia sido interrompida pelas empresas diante da gravidade da situação.
Segundo o município, CSN, Vale, Ferro+ e Gerdau são responsáveis por mais de 96% das emissões de material particulado em Congonhas.
Operações suspensas
A ordem de paralisação abrange frentes de lavra, carregamento de minério, britagem, transporte em vias não pavimentadas e demais operações capazes de provocar a suspensão de poeira.
“As empresas são obrigadas a cumprir a determinação e, em caso de descumprimento, estão sujeitas à autuação pelos órgãos de fiscalização”, informou a Prefeitura de Congonhas.
Medidas emergenciais
Além da suspensão das atividades, a administração municipal determinou que as mineradoras adotem medidas emergenciais para reduzir a emissão de poeira. Entre elas estão a intensificação da umectação de vias internas e pátios, o uso contínuo de canhões de névoa, a aplicação de supressores de poeira, a redução da velocidade dos veículos e o reforço da limpeza de sedimentos, além do sistema de lavagem de rodas e chassis dos caminhões.
Relatório técnico em até 10 dias
As empresas terão prazo de 10 dias corridos para apresentar à Secretaria Municipal de Meio Ambiente um relatório técnico detalhando as providências adotadas, os dados meteorológicos registrados durante o episódio, os horários de paralisação das operações e as justificativas técnicas para as falhas apontadas pelo município.
Segundo a prefeitura, a retomada das atividades dependerá de avaliação técnica da Semam, que verificará se as condições ambientais permitem o retorno seguro das operações.














