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Atlas Lithium acelera Projeto Neves e vê Brasil em posição privilegiada na corrida global por minerais críticos 

Durante o Brazil Lithium & Critical Minerals Summit 2026, Marc Fogassa apresentou os avanços do Projeto Neves, defendeu estabilidade regulatória e destacou a posição estratégica do Brasil no mercado global de minerais críticos.

26 de junho de 2026
em Empresas
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Atlas Lithium acelera Projeto Neves e vê Brasil em posição privilegiada na corrida global por minerais críticos 

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Por Redação

A Atlas Lithium está avançando para a fase de implantação de seu projeto de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A companhia prevê iniciar a produção já no próximo ano. A informação foi apresentada por Marc Fogassa, CEO e presidente da companhia, durante a terceira edição do Brazil Lithium & Critical Minerals Summit 2026, realizado em Belo Horizonte. 

Segundo o executivo, o Projeto Neves é o principal ativo da empresa, que também desenvolve outros dois projetos no Vale do Jequitinhonha. Ao todo, a Atlas detém 97 direitos minerários, totalizando cerca de 557 km² na região. A meta é produzir 146 mil toneladas de concentrado de lítio grau bateria e, para isso, a companhia prevê investimentos da ordem de R$ 2 bilhões para colocar a operação em funcionamento. 

As empresas de engenharia que vão fazer a construção e instalação da planta estão sendo contratadas. A planta já foi comprada e trazida para o Brasil

Marc Fogassa – Atlas Lithium

“Nós estamos na fase final de contratação dos parceiros para implantação do projeto. As empresas de engenharia que vão fazer a construção e instalação da planta estão sendo contratadas. A planta já foi comprada e trazida para o Brasil”, afirmou Fogassa. 

Quatro empresas já foram selecionadas para executar as obras de implantação. A Promon Engenharia será responsável por etapas da engenharia detalhada, enquanto a TSX Engineering atuará no gerenciamento da implementação do projeto. Já a Cerne Construções ficará encarregada da construção das estruturas administrativas e operacionais, e a RETC Infraestrutura executará os serviços de terraplenagem e construção civil. 

A previsão é que sejam gerados entre 3,5 mil e 4,5 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção, além de cerca de 500 empregos diretos quando a operação entrar em funcionamento.  

Fogassa explicou que o beneficiamento do espodumênio — mineral do qual é extraído o lítio — será realizado por meio de uma planta de Separação por Meio Denso (DMS), tecnologia escolhida em função das características do minério encontrado na região. 

“Nosso material é bem fácil de separar. É de alta qualidade. A planta foi idealizada para nós, construída e transportada ao Brasil. É uma planta DMS. Não haverá flotação ou qualquer coisa além de DMS”, disse. 

Ambiente regulatório 

Ao comentar os desafios para o avanço do Projeto Neves, o executivo afirmou que a prioridade é cumprir os requisitos regulatórios e obter as licenças necessárias para a implantação da operação. 

“O desafio são os normais. Fazer o que está na regra do jogo e criar as condições para serem obtidos os licenciamentos necessários”, afirmou. 

Fogassa também avaliou positivamente o ambiente para o desenvolvimento dos minerais críticos no Brasil e disse ter uma visão otimista para o setor, desde que não haja aumento da burocracia. 

“Eu tenho um viés positivo. Como falei na minha palestra, em time que está ganhando não se mexe. “Eu não tentaria mexer em uma coisa que está funcionando”, disse.

Brasil em posição estratégica 

Na avaliação do executivo, o Brasil ocupa atualmente uma posição estratégica na disputa global por minerais críticos, beneficiado pela capacidade de dialogar tanto com investidores e compradores chineses quanto norte-americanos. 

“O Brasil está numa posição muito especial. Está em uma situação neutra em relação à China e aos Estados Unidos. Está atraindo interesse da China e dos Estados Unidos. Eu sou um exemplo típico porque falamos com ambos os hemisférios diariamente”, afirmou. 

Para Fogassa, essa posição geopolítica representa uma oportunidade para atrair investimentos e consolidar o Brasil como fornecedor relevante de minerais críticos para a transição energética global.

Atlas amplia atuação em minerais críticos 

Além dos projetos de lítio, a Atlas Lithium também possui participação na Atlas Critical Minerals, empresa que anunciou, em março, a descoberta de um corredor mineralizado de grafite com 11 quilômetros de extensão em Minas Gerais. A área total do projeto foi ampliada em 124%, alcançando 2,8 mil hectares. Os testes realizados identificaram teores de carbono grafítico de até 19,4%. 

Listada na Nasdaq, a Atlas Lithium possui mais de 10 mil acionistas. Entre os principais investidores estão o fundador da companhia, Marc Fogassa, com 17,66% do capital; o conglomerado japonês Mitsui & Co., que investiu US$ 30 milhões e detém 6,34% das ações; e a gestora americana Citadel, que aportou US$ 10 milhões e possui 4,04% de participação. A Atlas Lithium detém ainda 21% de participação na Atlas Critical Minerals. 

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