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Por Redação
Negócios fechados, novas parcerias e o interesse de empresas internacionais marcaram a feira de expositores do Simexmin 2026, realizada entre os dias 18 e 20 de maio, em Ouro Preto. Integrada à programação do simpósio, que reuniu mais de 1.700 participantes entre 17 e 20 de maio, a mostra contou com cerca de 70 estandes e serviu como ponto de encontro para fornecedores, mineradoras, prestadores de serviços e especialistas da exploração mineral.
Além da exposição de equipamentos e serviços, o ambiente de networking gerou negociações em andamento, aproximações estratégicas e perspectivas de investimentos nacionais e internacionais voltados ao mercado brasileiro de mineração.
Segundo expositores ouvidos durante o evento, os resultados ultrapassaram a visibilidade institucional e já começam a se refletir em contratos, parcerias técnicas e projetos de expansão.
Negócios concretos e novas oportunidades
Entre os destaques da feira está a Epiroc, empresa fornecedora de equipamentos para mineração e exploração mineral. De acordo com o gerente de marketing e produto para exploração da companhia, Eduardo Sanches, a participação no Simexmin resultou em avanços comerciais importantes.
“O evento agrega bastante valor ao mercado, à cidade e a todo o público da mineração. Nós conseguimos desenvolver novos negócios, dar andamento a negociações que já estavam em curso e também conseguimos fechar uma venda de um equipamento de perfuração por circulação reversa”, afirmou.

Edição do evento teve recorde de participação.
Para Sanches, um dos diferenciais do Simexmin é reunir um público altamente especializado, permitindo que as empresas apresentem tecnologias diretamente aos profissionais responsáveis pelas decisões técnicas e comerciais do setor.
Interesse internacional no mercado brasileiro
O potencial de crescimento da mineração brasileira também chamou a atenção de empresas estrangeiras que participaram do evento.
A vice-presidente de crescimento da canadense MSALABS, Cindy Collins, explicou que a companhia está avaliando a abertura de um laboratório geoquímico no país e utilizou o Simexmin para identificar possíveis parceiros locais.
“Estamos procurando parceiros no país para abrir um novo laboratório geoquímico. Encontramos um mercado muito promissor, com grande interesse e muito trabalho a ser feito. Tivemos sucesso na identificação de potenciais parceiros, novos clientes e na compreensão de como podemos apoiar o crescimento da mineração e da exploração mineral no Brasil”, destacou.
A empresa atua internacionalmente em análises laboratoriais para mineração e já atende grupos mineradores em diferentes regiões do mundo, incluindo África, Estados Unidos e Canadá.

Potencial de crescimento da mineração brasileira chamou a atenção de empresas estrangeiras que participaram do evento.
Outra companhia internacional no evento foi a francesa LIM Group. O engenheiro de vendas François Simand afirmou que a participação teve como principal objetivo compreender o mercado brasileiro e iniciar contatos para futuras operações no país.
“Foi nossa primeira vez no Brasil. Queríamos entender como o mercado funciona, conhecer potenciais clientes e avaliar de que forma podemos ajudar as empresas brasileiras. Existem oportunidades de trabalhar com companhias locais e estamos estudando diferentes modelos de atuação, incluindo representação ou distribuição no Brasil”, disse.
Tecnologia e colaboração para terras raras
A busca por inovação também marcou a participação de empresas voltadas para soluções tecnológicas aplicadas à exploração mineral.
Representante da fabricante norte-americana SciAps no Brasil, a APB Analítica apresentou equipamentos portáteis capazes de realizar análises químicas e mineralógicas diretamente em campo, reduzindo o tempo de resposta para geólogos e equipes de exploração.
Segundo o CEO da empresa, André Belinello, o evento possibilitou a formação de uma parceria voltada para pesquisas com elementos terras raras, considerados estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.
“Fizemos contatos com várias empresas durante o Simexmin. Uma delas foi a GoGeo Stats, com quem vamos desenvolver um trabalho conjunto voltado para terras raras, divulgando resultados e demonstrando como a tecnologia pode ser utilizada nesse tipo de aplicação”, explicou.
Reaproximação com grandes clientes
Na área de sondagem mineral, a Foraco Brasil destacou o fortalecimento do relacionamento com clientes estratégicos e a retomada de atividades junto à Vale.
O gerente comercial Diego Santos afirmou que o evento serviu para aprofundar negociações e alinhar novos projetos.

Estande da Foraco durante o Simexmin 2026.
“Temos discutido bastante com a Vale. Como todo o mercado sabe, a Foraco está retornando às atividades com a companhia em serviços de sondagem direcional. Voltamos com toda força para atuar em sondagem de baixo ângulo, portátil, convencional e direcional. É muito importante poder atender um parceiro desse porte”, afirmou.
Segundo Santos, a presença dos principais clientes da empresa no Simexmin permitiu acelerar conversas que devem gerar desdobramentos ao longo dos próximos meses.
Ambiente favorável para o setor
Com recorde de participação e presença crescente de empresas nacionais e internacionais, o Simexmin 2026 reforçou o papel de Ouro Preto como ponto de encontro para o mercado de mineração e exploração mineral.
Mais do que vitrine para produtos e serviços, a feira evidenciou tendências de expansão do setor, interesse de investidores estrangeiros e o fortalecimento de conexões que podem resultar em novos negócios, projetos tecnológicos e investimentos nos próximos anos.












