Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Ricardo Lima
A Cabral Gold informou na quinta-feira (5) que as obras da primeira fase do projeto de ouro em Cuiú Cuiú, no Pará, já atingiram 54% de execução. Segundo a empresa, 71% dos custos do empreendimento já estão comprometidos em contratos.
Segundo a empresa, o empreendimento permanece dentro do orçamento e do cronograma. “(Estamos) com o objetivo de comissionar a planta no terceiro trimestre de 2026, seguido pela produção comercial em Cuiú Cuiú no quarto trimestre de 2026”, afirmou o presidente e CEO da Cabral, Alan Carter.
De acordo com a empresa, a engenharia detalhada do projeto segue adiantada em relação ao planejamento, o que reduz o risco de impactos na construção. Entre as prioridades atuais estão o desenvolvimento dos diagramas de processo para sistemas úmidos pós-lixiviação, estudos geotécnicos para pilhas de rejeito e a finalização do projeto das áreas de lixiviação, cuja construção deve começar no segundo trimestre de 2026.
“Nós já deixamos para trás as incertezas normalmente associadas às grandes obras de terraplenagem de um projeto de construção e agora estamos focados nas estruturas acima do solo e na montagem da planta, etapas que dependem menos das condições climáticas”, finaliza.
A aquisição de equipamentos principais já ultrapassou 90%. Entre os itens em fabricação estão a planta de adsorção, dessorção e recuperação (ADR), o britador mineral e sistemas de correias transportadoras. A planta ADR está em fase final de montagem na Austrália e, após testes de comissionamento a seco em março, será desmontada e enviada ao Brasil.
Infraestrutura e obras civis
As obras de terraplenagem no platô de produção chegaram a 95% de conclusão, enquanto a maioria das fundações de concreto para os equipamentos da planta já foi finalizada. Também estão próximas da conclusão as lagoas de armazenamento de água e soluções utilizadas no processo metalúrgico.
Outra etapa importante foi a finalização de um muro de contenção de nove metros de altura na área de recepção do minério bruto, que permitirá a instalação do silo de alimentação da planta.
A empresa também iniciou, em janeiro de 2026, a construção do acampamento permanente da mina. A estrutura terá capacidade para 136 trabalhadores e deve ficar pronta até o fim de março.
Segurança e mão de obra local
Até agora, o projeto registrou 93.625 horas de trabalho em 2026 sem nenhum acidente com afastamento. Atualmente, 283 funcionários e contratados atuam diretamente na obra.
De acordo com a Cabral, 100% da força de trabalho é brasileira e 70% dos trabalhadores são residentes do estado do Pará.
Nos próximos meses, a empresa prevê uma transição gradual das equipes de terraplenagem para as atividades de montagem da planta industrial, que devem dominar a etapa seguinte da construção.
O projeto Cuiú Cuiú está localizado na província aurífera do Tapajós, região que sediou a maior corrida do ouro da história do Brasil. Entre 1978 e 1995, estima-se que tenham sido produzidas entre 30 milhões e 50 milhões de onças de ouro aluvial na área, sendo cerca de 2 milhões de onças apenas na região de Cuiú Cuiú.














