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Por Redação
A Meteoric participou do 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado no Rio de Janeiro, onde representantes do governo federal, instituições financeiras, setor produtivo e especialistas discutiram o papel dos minerais críticos, da inovação e da sustentabilidade na transição para uma economia de baixo carbono. Durante o evento, a empresa defendeu o potencial do Brasil para se consolidar como fornecedor estratégico de terras raras por meio de uma mineração baseada em elevados padrões ambientais, sociais e de governança (ESG).
O diretor executivo da Meteoric e vice-presidente da Associação de Minerais Críticos do Brasil (AMC), Marcelo de Carvalho, participou do painel sobre terras raras e minerais críticos a convite do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na ocasião, ele destacou que a competitividade brasileira no mercado global depende da capacidade de desenvolver uma cadeia produtiva sustentável.
“O grande diferencial do Brasil nesse novo mercado de terras raras é ser a coluna vertebral de um novo mercado sustentável de terras raras. Nós temos altíssimos padrões de ESG, uma legislação ambiental rígida para licenciar esses projetos e, pelas características geológicas e geográficas do país, temos condição de desenvolver uma nova mineração, preparada para atender às exigências de sustentabilidade do setor.”
Minerais críticos e transição energética
As terras raras foram um dos temas centrais dos debates do fórum, diante de sua importância para a produção de tecnologias voltadas à transição energética e à economia de baixo carbono. Segundo Marcelo de Carvalho, durante as discussões o BNDES reforçou o interesse em apoiar projetos que conciliem desenvolvimento econômico e sustentabilidade, priorizando iniciativas alinhadas a elevados padrões ambientais, sociais e de governança.
Aproximação com o Ministério do Meio Ambiente
Como desdobramento da participação no evento, a Meteoric pretende intensificar o diálogo institucional com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para apresentar o modelo de desenvolvimento do Projeto Caldeira, em Caldas (MG). A iniciativa busca demonstrar o potencial do empreendimento para fortalecer uma cadeia nacional de fornecimento e processamento de terras raras.

“Nós vamos buscar uma maior aproximação com o Ministério do Meio Ambiente para fazer apresentações, mostrar como vamos operar de forma sustentável, o potencial que esse projeto tem e o que ele pode significar para o país em termos de estabelecer um novo mercado sustentável para o fornecimento de terras raras e processamento mineral. Essa aproximação já melhorou bastante e começou durante o evento.”
Projeto Caldeira
O Projeto Caldeira prevê a produção de carbonato misto de terras raras a partir de argila iônica, considerada uma fonte com potencial de extração de menor impacto ambiental em comparação com outros tipos de depósitos minerais. Os elementos produzidos são utilizados na fabricação de ímãs permanentes empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, dispositivos médicos e outras tecnologias estratégicas para a transição energética.
As operações estão previstas para a zona rural de Caldas, em áreas afastadas da população. De acordo com a Meteoric, o empreendimento será desenvolvido com foco em práticas de mineração responsável, conservação dos recursos naturais e geração de benefícios para as comunidades locais, seguindo padrões ambientais, sociais e de governança.













