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Por Ricardo Lima
A Meteoric atualizou a Estimativa de Recursos Minerais do Projeto Caldeira, localizado em Caldas (MG), elevando a estimativa global do depósito de terras raras para 1,6 bilhão de toneladas. A revisão dos estudos também ampliou em 246% o volume de Recursos Medidos — categoria de maior grau de confiança geológica na indústria mineral — que passaram de cerca de 37 milhões para 128 milhões de toneladas.
A atualização fornece uma base técnica mais robusta para a conclusão do Estudo de Viabilidade Definitivo (Definitive Feasibility Study – DFS), etapa considerada decisiva para o avanço do empreendimento. Com os novos resultados, o Projeto Caldeira consolida sua posição entre os maiores depósitos de argilas iônicas contendo terras raras do mundo.
Maior conhecimento da jazida
Além do aumento da estimativa global de recursos, a campanha de sondagens permitiu ampliar significativamente o conhecimento geológico sobre o depósito. Os novos dados forneceram informações mais detalhadas sobre a localização, a continuidade e as características do minério, possibilitando o refinamento do modelo geológico da jazida.
Os Recursos Medidos representam a categoria de recursos minerais com maior nível de confiabilidade, uma vez que são definidos a partir de estudos mais detalhados, capazes de estimar com maior precisão a distribuição e a qualidade do minério.
De acordo com o CEO da Meteoric, Stuart Gale, o avanço fortalece o planejamento técnico do projeto para as próximas etapas de desenvolvimento.
“O maior conhecimento geológico e metalúrgico da jazida fortalece a base técnica do projeto e permite um planejamento mais preciso da futura operação. Isso contribui para otimizar o sequenciamento da lavra, melhorar o controle de qualidade do minério e aumentar a eficiência operacional. O Projeto Caldeira continua demonstrando seu potencial como um dos principais depósitos de argilas iônicas com terras raras do mundo, reunindo grande volume de recursos, altos teores e excelentes índices de recuperação, além de um amplo potencial de crescimento”, afirmou.
Projeto prevê produção de terras raras
O Projeto Caldeira prevê a produção de carbonato misto de terras raras a partir de argilas iônicas, tipo de depósito considerado uma alternativa de menor impacto ambiental em comparação a outras formas de extração desses minerais.
As terras raras são insumos estratégicos para a fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, dispositivos médicos e outras tecnologias ligadas à transição energética e à economia de baixo carbono.
As futuras operações estão previstas para áreas da zona rural de Caldas, afastadas da população. Segundo a empresa, o projeto será desenvolvido com diretrizes voltadas às práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), com foco na mineração responsável, na conservação dos recursos naturais e na geração de benefícios para as comunidades locais.














