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Por Ricardo Lima
A Massari Fértil e a Morro Verde concluíram, na noite de sexta-feira (30/1), um acordo de fusão que cria uma nova empresa de fertilizantes avaliada em cerca de R$ 500 milhões. A operação será feita por meio de troca de ações, sem aporte financeiro, e garante à Massari o controle da companhia, com planos de ampliar presença nacional e portfólio de produtos. Informações do Globo Rural.
A combinação une a expertise da Massari em fertilizantes minerais mistos à produção de fosfato natural da Morro Verde, controlada pela Ore Investments. Em 2025, a Massari produziu 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes e registrou receita superior a R$ 300 milhões, segundo a companhia. Já a Morro Verde, após ser adquirida pela gestora Ore Investments em 2023, elevou sua capacidade produtiva de 300 mil para cerca de 1,5 milhão de toneladas, com base em reservas de fosfato natural reativo e calcário.
Segundo o CEO e fundador da Massari, Sérgio Ailton Saurin, que assumirá o comando da nova empresa, a fusão vai além da escala produtiva. “Ambas as empresas têm capacidade produtiva e de comercialização. A grande sinergia virá do desenvolvimento de novos produtos”, afirmou em entrevista ao Global Rural.
George Fernandes, CEO da Morro Verde, reforçou o posicionamento estratégico: “A ideia é consolidar a empresa como a maior empresa de fertilizante natural misto do Brasil”.
Portfólio e capacidade produtiva
A Massari chega à operação com cerca de 500 produtos, muitos deles customizados a partir de análises de solo, enquanto a Morro Verde mantém um portfólio mais enxuto, de aproximadamente 20 itens, com foco na ampliação da capacidade de sua mina de fosfato em Pratápolis (MG).
As empresas também apostam em sinergias regionais: a Massari tem forte atuação em São Paulo e presença no Centro-Oeste e no Matopiba via joint-ventures, enquanto a Morro Verde concentrava produção em Minas Gerais e vendas no Sudeste.
A capacidade produtiva conjunta, hoje próxima de 3 milhões de toneladas, deve chegar a 5 milhões em até três anos, impulsionada por novas joint-ventures em negociação nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Paraná. “Há abundância de reservas no Brasil. O que falta é capacidade de desenvolvimento e aproveitamento desses minerais”, disse Saurin. O plano inclui ainda a ampliação da equipe comercial em 30%.
Mercado e reservas
A nova companhia projeta alcançar 51% de participação no segmento de fertilizantes minerais mistos naturais. “Com a fusão, conseguiremos capturar valor sendo super eficientes na lavra e na distribuição de soluções para todo o país”, afirmou Mauro Barros, CEO da Ore Investments.
A Morro Verde detém reservas estimadas em ao menos 60 milhões de toneladas de fosfato e 40 milhões de toneladas de calcário, consideradas as maiores do país fora do controle de multinacionais, com vida útil projetada de cerca de 60 anos.













