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Por Redação
A Vale anunciou na quinta-feira (30) que investirá cerca de R$ 12 bilhões no Espírito Santo até 2030, com foco em projetos de gestão hídrica, modernização de instalações e substituição de equipamentos.
O comunicado foi feito durante evento que celebrou os 60 anos da unidade de Tubarão, na capital capixaba. Apesar de indicar as áreas prioritárias, a companhia não detalhou os projetos que receberão os aportes.
“Foi aqui que nasceu uma operação pioneira, baseada na integração entre mina, ferrovia e porto, que transformou nossa logística e segue estratégica para o presente e o futuro da companhia”
Gustavo Pimenta – Vale.
Durante a cerimônia, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou a relevância histórica e estratégica do estado para a empresa e para o setor mineral brasileiro. “Celebrar os 60 anos da unidade Tubarão é reconhecer a importância do Espírito Santo para a Vale e para a mineração brasileira. Foi aqui que nasceu uma operação pioneira, baseada na integração entre mina, ferrovia e porto, que transformou nossa logística e segue estratégica para o presente e o futuro da companhia”, afirmou.
O executivo também ressaltou o papel do estado como eixo logístico da companhia e mencionou iniciativas voltadas à inovação e sustentabilidade. “Investimos em soluções que também beneficiem o estado. Estamos focados em descarbonização e tecnologia”, completou.
O Porto de Tubarão é considerado um marco no desenvolvimento econômico do Espírito Santo. Em determinados períodos, o parque industrial da Vale no estado chegou a representar 13% do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba.
O evento contou com a presença de autoridades políticas e empresariais, entre elas o governador Ricardo Ferraço.
Resultados operacionais
No mesmo contexto, a Vale divulgou dados recentes de produção. No primeiro trimestre de 2026, as seis usinas de pelotização de Tubarão produziram 5,02 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro, um aumento de 35,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 3,7 milhões de toneladas.
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando a produção foi de 4,89 milhões de toneladas, houve crescimento de 2,8%. O desempenho das unidades capixabas superou a média global das pelotizadoras da empresa, que registraram alta de 14% na mesma base de comparação anual.
Os dados foram divulgados na noite de terça-feira (28), juntamente com os resultados trimestrais da companhia.
Histórico da unidade
A unidade de Tubarão desempenhou papel central na consolidação da logística da mineração no Brasil desde a década de 1960, quando o Porto de Vitória se firmou como principal rota de escoamento do minério de ferro vindo de Minas Gerais pela Estrada de Ferro Vitória-Minas.
Ainda sob o nome de Companhia Vale do Rio Doce, a construção do complexo culminou na inauguração do Porto de Tubarão em 1º de abril de 1966, com a entrada em operação do Píer 1, marco decisivo para a expansão das exportações minerais. Em 1969, a unidade avançou para uma nova etapa industrial com a instalação da primeira usina de pelotização, agregando valor ao produto exportado.
A partir dos anos 1980, o complexo passou a incorporar práticas ambientais mais rigorosas, com sistemas de controle de efluentes, monitoramento de emissões e recuperação vegetal, ampliadas nas décadas seguintes com novos terminais, usinas e tecnologias para mitigação de impactos, como barreiras de vento. Nos anos mais recentes, a unidade manteve o foco em sustentabilidade e inovação, com o fechamento de transportadores para maior segurança ambiental em 2016 e, em 2023, a inauguração de uma usina de briquetes, voltada à redução das emissões de carbono.
Fonte: G1.













