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Por Redação.
São Paulo, maio de 2026 – O Brasil vem se consolidando como uma voz relevante na definição de normas técnicas internacionais na ISO (International Organization for Standardization) para minérios de alumínio (bauxita), matéria-prima utilizada na produção do alumínio, estabelecendo diretrizes com impacto direto no mercado global. Nesse contexto, a ABAL (Associação Brasileira do Alumínio) tem papel central na coordenação da participação brasileira.
A representação do país ocorre por meio do Comitê Brasileiro do Alumínio (ABNT/CB-035), fórum técnico gerido pela ABAL desde 1998, que reúne especialistas e empresas do setor. Essa atuação permite ao Brasil não apenas acompanhar, mas influenciar diretamente a elaboração de normas que orientam a extração e caracterização da bauxita, impactando sua comercialização.
Os posicionamentos brasileiros se destacam pela consistência técnica, resultado de debates qualificados na Comissão de Estudo de Minérios de Alumínio do ABNT/CB-035, coordenada por Rodrigo Domingos de Oliveira. O país também tem atuado na revisão de propostas feitas por outros países para garantir que as normas mantenham caráter técnico, evitando distorções que possam afetar a isonomia competitiva.
Esse reconhecimento internacional tem aberto espaço para liderança em projetos estratégicos. Especialistas indicados pela ABAL, como Daniel Bortoleto e Flávio Vieira, lideram a elaboração de projetos de norma estratégicos, contribuindo diretamente para a definição de metodologias importantes: a primeira define como coletar amostras que representem corretamente um lote, enquanto a segunda estabelece como essas amostras devem ser preparadas. Juntas, ajudam a garantir resultados mais confiáveis na caracterização da bauxita, etapa fundamental para seu uso na indústria e definição de acordos comerciais.
Ambas as propostas já foram avaliadas por especialistas de diversos países em consulta internacional organizada pela própria ISO. Agora, seguem para a etapa final de revisão e editoração dentro da entidade e nova rodada de avaliação internacional, com previsão de publicação até 2027. É a primeira vez que uma norma da indústria do alumínio, desenvolvida no país, vai se tornar padrão global.
“A participação do Brasil na construção dessas normas é fundamental para garantir que os padrões internacionais sejam, de fato, técnicos e aplicáveis à realidade da indústria nacional. A bauxita brasileira possui diferenciais que permitem o aumento da produtividade em etapas subsequentes do processo, e tais diferenciais não podem ser desconsiderados em decorrência de padrões normativos pouco representativos”, destaca Denise Veiga, gerente da Área Técnica da ABAL e gestora do ABNT/CB-035.
A atuação também reforça o posicionamento do Brasil como referência técnica no setor, ampliando sua influência em fóruns internacionais e contribuindo para o desenvolvimento de padrões mais consistentes para a indústria do alumínio.












