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Por Ricardo Lima
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Geological Survey of Canada (GSC) formalizaram, nesta terça-feira (3), um acordo de cooperação técnica para ampliar as pesquisas voltadas à identificação de áreas com maior probabilidade de conter depósitos de níquel. A assinatura ocorreu durante a convenção anual da Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC), principal evento mundial do setor mineral.
O projeto será financiado com recursos da Parceria de Assistência Técnica do NRCan (NRCan-TAP) e prevê a integração de dados e metodologias para acelerar a descoberta de minerais considerados estratégicos para a transição energética.
Segundo o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, a iniciativa tem caráter estratégico ao combinar bases de dados e experiências acumuladas pelos dois países. “A parceria é estratégica porque nos permite trocar experiências e avançar no uso de metodologias mais modernas para identificar áreas com potencial mineral. Brasil e Canadá têm muito a ganhar com essa cooperação, mas os impactos vão além. Estamos falando de uma contribuição que atenderá à demanda global por minerais estratégicos para transição energética”, afirmou.
A diretora do GSC, Geneviève Marquis, destacou que a colaboração internacional pode acelerar a identificação de minerais críticos. “Temos muitos dados e muita experiência e, juntos, avançaremos rapidamente para desbloquear o potencial mineral tanto no Canadá quanto no Brasil”, disse.
Metodologia integrada
O acordo estabelece o desenvolvimento de uma metodologia integrada, com consolidação de bases geocientíficas nas áreas de geologia, geoquímica, geofísica e sensoriamento remoto. O trabalho inclui modelagem de potencial mineral, aplicação de técnicas de inteligência artificial e processamento comparativo de resultados em plataforma compartilhada entre as instituições.
De acordo com o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, a cooperação deve potencializar iniciativas já em andamento no país, como o Projeto Níquel Brasil. Ele afirma que o intercâmbio técnico permitirá padronizar e qualificar dados, além de validar modelos prospectivos.

Foto: Igo Estrela/SGB
A previsão é que os resultados da cooperação técnica sejam apresentados até o final de 2027, com a entrega de um mapa de prospectividade para níquel, instrumento considerado estratégico para o planejamento do setor mineral brasileiro.













