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Por Redação
A Atlas Critical Minerals, mineradora de minerais críticos com ações negociadas na Nasdaq sob o ticker ATCX, anuncia nesta terça-feira ao mercado de capitais um resultado considerado forte em seu projeto de grafite em Minas Gerais, um dos maiores projetos de grafite em desenvolvimento no país. Na campanha inaugural de sondagem diamantada, todas as 20 perfurações realizadas até agora interceptaram grafite, com um dos intervalos somando 33,78 metros e teor de 7,97% de carbono grafítico, em área próxima à superfície. O novo dado se soma a amostragens de superfície com até 19,4% de carbono grafitizado e a testes de purificação que já levaram o concentrado a pureza 5N, grau nuclear, colocando o depósito entre os mais altos teores já reportados para grafite natural em flocos e na faixa de máxima qualidade global para o minério.
O ativo integra um corredor mineralizado de cerca de 11 quilômetros no Vale do Jequitinhonha, região que vem se consolidando como uma das apostas do Brasil para minerais estratégicos relacionados a baterias e armazenamento de energia. A Atlas já havia divulgado anteriormente resultados de testes em laboratório independente nos Estados Unidos indicando que o grafite do projeto atinge padrões de pureza compatíveis com aplicações de maior valor agregado, como materiais para baterias avançadas.
No comunicado divulgado hoje, o fundador, chairman e CEO da Atlas Critical Minerals, o brasileiro, Marc Fogassa, diz que os resultados de sondagem em Minas Gerais confirmam o potencial do projeto. “São resultados iniciais extraordinários, que validam o trabalho de exploração que fizemos até aqui”, afirma o executivo.
“Todos os primeiros 20 furos interceptaram grafite, incluindo um intervalo de quase 34 metros com teor próximo de 8% de carbono grafítico, boa parte disso perto da superfície, o que é favorável para um desenvolvimento em lavra a céu aberto”, completa Fogassa.
O projeto de grafite da Atlas em Minas Gerais se soma a outros esforços no país para ganhar espaço na cadeia global de minerais críticos, em um cenário em que bancos multilaterais e governos estrangeiros financiam estudos para mapear novas reservas e elevar a produção de grafite. Ao anunciar o resultado da campanha de sondagem em comunicado ao mercado de capitais, a empresa busca reforçar para investidores que o Brasil tem condições de disputar uma fatia maior de um mercado de grafite que pode chegar a 36,4 bilhões de dólares até 2030, impulsionado por veículos elétricos e sistemas de energia.












