Por Redação
A Atlas Critical Minerals anunciou nesta terça-feira (29) uma estimativa inicial de recursos minerais para seu projeto de grafite em Malacacheta, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O levantamento aponta 24,2 milhões de toneladas de minério, com aproximadamente 1,36 milhão de toneladas de carbono grafítico contido.
Elaborada pela SGS Canada, a estimativa classifica 17,2 milhões de toneladas como recursos indicados, com teor médio de 5,73% de carbono grafítico, e 7 milhões de toneladas como recursos inferidos, com teor médio de 5,40%. O estudo integra o relatório técnico do projeto apresentado pela companhia à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.
“Este recurso inicial é um marco decisivo para a Atlas Critical Minerals e, acreditamos, para o fornecimento de grafite nas Américas”, afirma Marc Fogassa, presidente do conselho e diretor-presidente da companhia.
A estimativa foi baseada em uma campanha de sondagem realizada em 2026, com 21 furos e extensão total de 2.393,9 metros. Segundo a empresa, todos os furos identificaram intervalos significativos de grafite. Entre os resultados estão 43,1 metros com teor de 6,20% de carbono grafítico e 17,3 metros com teor de 10,62%. Em 11 dos 21 furos, a mineralização foi encontrada nos primeiros dez metros de perfuração.
O recurso estimado está distribuído ao longo de aproximadamente 2,5 quilômetros de um corredor mineralizado de 11 quilômetros. A área analisada possui cerca de 997 hectares. Ao todo, o projeto é formado por três áreas contíguas, que somam aproximadamente 2.822 hectares.
A Atlas pretende ampliar as sondagens para os 8,5 quilômetros ainda não investigados do corredor e avaliar a continuidade do depósito em profundidade.
“Perfuramos apenas cerca de 2,5 quilômetros de um corredor de 11 quilômetros, em somente uma de nossas três áreas contíguas”, afirma Fogassa.
Segundo a SGS, as características identificadas até o momento permitem avaliar uma eventual operação a céu aberto no projeto.
Com base em uma comparação própria de informações técnicas públicas, a Atlas afirma que Malacacheta apresenta o maior recurso de grafite reportado na América do Sul segundo padrões internacionais de divulgação mineral, considerando o volume de carbono grafítico contido.
A companhia também compara o teor médio de 5,73% dos recursos indicados de Malacacheta com os 4,6% divulgados para os recursos medidos e indicados do projeto Graphite Creek, no Alasca. As duas referências utilizam teor de corte de 2%, segundo a empresa.
“Nosso relatório inicial de grafite já aponta para um ativo de qualidade”, diz Fogassa.
A companhia informa ainda que amostras do projeto foram processadas e qualificadas por um laboratório nos Estados Unidos para aplicações em baterias de veículos elétricos e reatores nucleares.
A próxima etapa inclui novas campanhas de perfuração e testes metalúrgicos. A Atlas prevê concluir uma avaliação econômica preliminar do projeto no segundo trimestre de 2027.
Listada na Nasdaq, a Atlas Critical Minerals possui valor de mercado de aproximadamente US$ 15 milhões.













