Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Redação
A Aclara Resources anunciou o desenvolvimento do Super Carbonato de Terras Raras de Alta Pureza (SPREC), um novo produto intermediário que apresenta aproximadamente 99% de concentração de terras raras. De acordo com a empresa, o material representa um avanço em relação ao Carbonato Misto de Terras Raras (MREC), tradicionalmente utilizado pela indústria e que possui cerca de 40% de concentração desses elementos.
O produto foi desenvolvido na planta-piloto da companhia em Santiago, no Chile, e deverá ser incorporado ao Projeto Carina, em Goiás, e ao Módulo Penco, na região chilena de Biobío. Segundo a empresa, a nova etapa integra a tecnologia de extração por solventes ao processo Circular Mineral Harvesting (CMH), com o objetivo de melhorar a qualidade do produto intermediário antes da etapa de separação dos óxidos de terras raras.
De acordo com a companhia, a incorporação da nova tecnologia não deverá provocar impactos relevantes nos investimentos (CAPEX) nem nos custos operacionais (OPEX) do processo.
Para o CEO da Aclara, Ramón Barúa, o desenvolvimento do SPREC representa um avanço na estratégia de integração da cadeia produtiva da empresa.
“O SPREC é um produto de maior valor agregado, resultado da aplicação da nossa tecnologia de extração por solventes às operações no Brasil e no Chile. Nosso objetivo é reduzir o risco operacional da planta de separação, e essa nova etapa permite eliminar grande parte das impurezas, justamente a principal fonte de complexidade nesse processo.”
Produto busca aumentar eficiência do processamento
Segundo a Aclara, o SPREC elimina impurezas presentes no carbonato misto convencional, fator que tende a reduzir a complexidade da etapa de separação dos óxidos individuais de terras raras. A empresa afirma ainda que o novo produto aumenta a concentração de terras raras pesadas, reduz os custos de transporte por concentrar maior valor em menor volume e oferece maior flexibilidade para o processamento conjunto do material extraído no Brasil e no Chile.
A companhia também informa que a padronização do SPREC permitirá utilizar um único circuito de extração por solventes para processar a produção dos dois empreendimentos.
A expectativa é que o novo carbonato se torne o produto intermediário padrão dos projetos Carina e Penco quando ambos iniciarem suas operações comerciais.
Segundo Barúa, a utilização de um carbonato com maior grau de pureza também reduz a variabilidade durante o processamento conjunto das terras raras produzidas nos dois países.
“Essa inovação não apenas simplifica o processamento posterior, como também permite que Brasil e Chile capturem maior valor de seus recursos minerais ao exportarem um produto de maior valor agregado.”
O Executivo acrescentou que a estratégia da empresa busca integrar todas as etapas da cadeia de produção.
“Na Aclara, estamos construindo uma vantagem competitiva ao projetar de forma integrada todas as etapas da cadeia produtiva, da mina até as ligas metálicas, gerando ganhos evidentes de custo, eficiência e velocidade para entrada em operação.”
A Aclara Resources é uma empresa dedicada ao desenvolvimento de uma cadeia integrada de fornecimento de terras raras voltadas à produção de ligas metálicas para ímãs permanentes. Seus principais empreendimentos são o Projeto Carina, em Goiás, e o Módulo Penco, no Chile, ambos baseados na tecnologia patenteada Circular Mineral Harvesting.
A companhia também desenvolve, por meio da subsidiária Aclara Technologies Inc., uma planta de separação de terras raras nos Estados Unidos, destinada à produção de óxidos de alta pureza. Além disso, mantém parceria com a CAP para a produção de ligas metálicas e busca ampliar seu portfólio com novos projetos no Brasil, Chile e Peru.












