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Por Redação
A Vale anunciou na quinta-feira (30) a atualização de parte de suas projeções operacionais e financeiras para 2026, com redução nas estimativas de custos do minério de ferro e do níquel, aumento da projeção de produção de cobre e manutenção das demais previsões divulgadas anteriormente. No mesmo dia, a companhia informou que seu Conselho de Administração aprovou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações ordinárias, com prazo de execução de 18 meses.
As revisões refletem ajustes em premissas econômicas e operacionais utilizadas pela mineradora. Ao mesmo tempo, a recompra de ações substitui gradualmente o programa em vigor, que já adquiriu aproximadamente 14 milhões de papéis.
Custos e produção
Entre as mudanças anunciadas, a Vale reduziu a projeção do custo caixa C1 do minério de ferro para um intervalo entre US$ 22,5 e US$ 23,5 por tonelada, ante a estimativa anterior de US$ 20 a US$ 21,5 por tonelada. Já o custo all-in do minério de ferro passou para uma faixa de US$ 58 a US$ 62 por tonelada, acima da previsão anterior de US$ 52 a US$ 56.
No segmento de metais básicos, a companhia manteve a estimativa de custo all-in do cobre entre US$ 1.000 e US$ 1.500 por tonelada, enquanto reduziu a projeção para o níquel, que passou de US$ 12.000–13.500 por tonelada para US$ 10.000–11.500 por tonelada.
Em relação aos volumes de produção, a expectativa para o cobre foi elevada para 360 mil a 380 mil toneladas em 2026, frente à estimativa anterior de 350 mil a 380 mil toneladas. A projeção para o níquel permaneceu entre 185 mil e 200 mil toneladas, sem alterações.
Segundo a Vale, as revisões consideram premissas como taxa de câmbio média de R$ 5,13 por dólar, preço médio do petróleo Brent de US$ 86 por barril e projeções para commodities como ouro, cobre, cobalto, platina e paládio.
A mineradora informou ainda que todas as demais estimativas constantes do item 3 do Formulário de Referência permanecem inalteradas e que o documento será reapresentado com as atualizações dentro do prazo previsto pela regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Programa de recompra
Além da revisão das projeções, o Conselho de Administração aprovou um novo programa para aquisição de até 100 milhões de ações ordinárias, o equivalente a cerca de 2,3% das ações em circulação.
As operações poderão ser realizadas ao longo de 18 meses, nas bolsas de valores e a preços de mercado, em conformidade com a regulamentação do mercado de capitais brasileiro.
Em comunicado, a companhia afirmou que a decisão reflete a confiança da administração nas perspectivas do negócio e a estratégia de alocação de capital.
“A aprovação do novo programa de recompra de ações demonstra a contínua confiança dos administradores nas perspectivas de negócio da Vale, a disciplina da administração na alocação de capital e o compromisso com a criação e o compartilhamento de valor com os acionistas da Companhia”, informou a mineradora.
A empresa destacou ainda que a medida foi aprovada considerando a proximidade do encerramento do programa de recompra atualmente em vigor, por meio do qual cerca de 14 milhões de ações já foram adquiridas.
Declarações prospectivas
A Vale ressaltou que as projeções divulgadas constituem estimativas baseadas em premissas e cenários considerados pela companhia e que os resultados efetivos poderão diferir em função de fatores como condições de mercado, cenário macroeconômico, desempenho operacional e outros riscos descritos em seus documentos periódicos apresentados à CVM e à Securities and Exchange Commission (SEC).













