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Por Ricardo Lima
A Samarco registrou crescimento de 18% na produção de pelotas e finos de minério de ferro no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram produzidas 3,8 milhões de toneladas entre janeiro e março, diante de 3,2 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
As vendas também avançaram no período, totalizando 3,2 milhões de toneladas, alta de 12% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela demanda considerada resiliente e acompanhou o aumento da produção. O preço médio realizado de pelotas chegou a US$ 130,3 por tonelada, crescimento de 2% em relação ao quarto trimestre de 2025.
Os números foram apresentados pela empresa na sexta-feira (8). A mineradora afirmou que o desempenho reflete maior estabilidade operacional no processo de retomada das atividades, atualmente em cerca de 60% da capacidade instalada.
“Os resultados do primeiro trimestre mostram a consolidação de um novo patamar de produção, com mais estabilidade e previsibilidade”, afirmou o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela. No ano passado, a empresa alcançou 55% de aumento na produção em comparação com 2024.
A empresa informou ainda que manteve conformidade total com os requisitos de segurança de barragens, incluindo adesão ao Padrão Global da Indústria sobre Gerenciamento de Rejeitos.
O diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos da companhia, Gustavo Selayzim, afirmou que a empresa teve um trimestre consistente. “A evolução sequencial dos preços, mesmo com a alta volatilidade no curto prazo, reforça o equilíbrio entre produção, vendas e condições comerciais”, disse.
A mineradora mantém como prioridade a execução do Novo Acordo do Rio Doce e a retomada gradual das operações. Para alcançar 100% da capacidade produtiva instalada, a companhia prevê investimentos de R$ 13,8 bilhões no chamado “Momento 3”, etapa que inclui a reativação de ativos nos complexos de Germano, em Minas Gerais, e Ubu, no Espírito Santo. A expectativa é atingir a capacidade total de operação a partir de 2028, com sistemas de disposição de rejeitos sem uso de barragens.











