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Por Ricardo Lima
A Vale informou nesta segunda-feira (27) que o vice-presidente do Conselho de Administração, Marcelo Gasparino da Silva, renunciou aos cargos de membro e de vice-presidente do colegiado, com efeitos a partir de 1º de agosto de 2026. A decisão ocorre poucos dias após a companhia anunciar a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os acionistas deliberassem sobre sua destituição em razão da conclusão de uma investigação independente que apontou o vazamento de informações confidenciais.
Em comunicado ao mercado, a mineradora informou que recebeu, na própria segunda-feira, a carta de renúncia apresentada por Gasparino. A empresa acrescentou que o Conselho de Administração avaliará, com apoio do Comitê de Indicação e Governança, as providências necessárias para a recomposição do colegiado, conforme previsto no Estatuto Social e na legislação aplicável.
“Diante desse fato, nos termos do Estatuto Social da Vale e da legislação aplicável, o Conselho de Administração avaliará, nos próximos dias, com o apoio do Comitê de Indicação e Governança da Companhia, as providências necessárias e manterá o mercado oportunamente informado sobre desdobramentos relevantes no tema”, informou a companhia.
Na última terça-feira (22), a Vale comunicou que o Conselho de Administração aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a destituição de Marcelo Gasparino. Na mesma reunião, o colegiado determinou o afastamento do conselheiro dos Comitês de Indicação e Governança e de Pessoas e Remuneração.
Segundo a mineradora, a medida foi baseada em uma investigação conduzida por um escritório externo independente, contratado por deliberação do próprio Conselho. A apuração concluiu que houve vazamento de informações confidenciais relacionadas à reunião do Conselho de Administração realizada em 19 de junho de 2026.
“A investigação confirmou o referido vazamento, que constitui desvio de conduta nos termos da Política de Gestão de Desvios de Conduta da Vale”, afirmou a companhia à época.
A Vale informou ainda que a decisão de propor a destituição foi tomada após análise das recomendações do Comitê de Auditoria e Riscos (CARE) e da Diretoria de Auditoria e Conformidade. Como Marcelo Gasparino ocupava um cargo no Conselho de Administração, a destituição dependeria da aprovação dos acionistas em assembleia, conforme as regras de governança da empresa.
O caso ganhou repercussão dias após a eleição do novo presidente do Conselho de Administração da Vale. Na ocasião, Gasparino disputou a presidência do colegiado, mas foi derrotado por Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, eleito para comandar o órgão.
Com a renúncia formalizada, a companhia ainda não informou se manterá a convocação da Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a destituição ou se adotará outro encaminhamento em relação ao processo.












