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Por Redação
O faturamento do minério de ferro somou R$ 71,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 3,1% em relação aos R$ 73,5 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) nesta terça-feira (28). Mesmo com o recuo, a commodity respondeu por 47,2% da receita do setor mineral, que alcançou R$ 150,7 bilhões no semestre, alta de 8,2% na comparação anual.
As exportações de minério de ferro cresceram tanto em valor quanto em volume. Os embarques renderam US$ 13,4 bilhões, avanço de 5,2% sobre o primeiro semestre de 2025, enquanto o volume exportado aumentou 2,4%, para 189,4 milhões de toneladas.
Segundo o presidente do Ibram, Pablo Cesário, a redução do faturamento decorre da variação nos preços de comercialização da commodity, apesar do aumento da produção física.
“O minério de ferro teve uma variação. Apesar de ter tido aumento de produção física, ele teve uma alteração no preço de venda, e é isso que explica”, afirmou se referindo ao recuo no faturamento da commodity.
China mantém liderança nas compras
A China permaneceu como principal destino das exportações minerais brasileiras, respondendo por 70,1% dos embarques em toneladas. Para Cesário, a concentração reflete a estrutura da indústria siderúrgica chinesa, embora outros mercados comecem a ganhar espaço.
“Vejo um interesse muito relevante na Índia, que tem mostrado taxas de crescimento maiores do que as chinesas. O minério vai para onde houver investimento em infraestrutura.”
O diretor de Assuntos Minerários do Ibram, Julio Nery, afirmou que Índia, Vietnã e Camboja tendem a ampliar a demanda por minério de ferro nos próximos anos e destacou a vantagem competitiva do produto brasileiro.
“O minério brasileiro tem qualidade superior e menor pegada de carbono na produção de aço.”
Investimentos e CFEM
O minério de ferro respondeu por 25,8% dos investimentos previstos pela indústria mineral entre 2026 e 2030, totalizando US$ 19,8 bilhões, alta de 1,1% em relação ao ciclo anterior.
Na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), a commodity gerou R$ 2,551 milhões no primeiro semestre, ante R$ 2,480 milhões em igual período de 2025.














