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Novo selo identifica ligas de manganês com menor intensidade de carbono

Nexcarbon destaca produtos com emissões de CO₂ abaixo da média global e amplia rastreabilidade de insumos utilizados na produção de aço

10 de setembro de 2026
em Empresas
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Novo selo identifica ligas de manganês com menor intensidade de carbono

Ligas de manganês, matérias-primas essenciais para a siderurgia, passam a contar com o selo Nexcarbon, que identifica produtos com menor intensidade de carbono. Foto: Divulgação.

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Por Redação

A Nexus Ligas lançou o Nexcarbon, selo que identifica ligas de manganês com menor intensidade de emissões de CO₂. Os produtos contemplados apresentam indicadores inferiores a 1,5 tonelada de CO₂ por tonelada produzida, podendo chegar a 1,3 tonelada.

A média global das ligas de manganês é estimada em 3,9 toneladas de CO₂ por tonelada produzida, segundo referência da CRU, consultoria internacional especializada em commodities, mineração e indústria.

As ligas de manganês são utilizadas na produção de aço e contribuem para a obtenção de propriedades necessárias em produtos destinados a setores como construção civil, infraestrutura, veículos, máquinas e equipamentos. Com o avanço das metas de descarbonização, a intensidade de carbono dos insumos passou a ganhar relevância nas avaliações ambientais realizadas ao longo da cadeia produtiva.

Segundo Marcelo Marino, CEO da Nexus Ligas, o selo foi criado para evidenciar a redução da intensidade de carbono dos produtos.

“O Nexcarbon traduz, de forma clara e objetiva, um diferencial técnico que já faz parte da nossa operação. Estamos avançando de maneira consistente para reduzir a intensidade de carbono das nossas ligas e contribuir com a cadeia do aço nesse desafio global”, afirma.

O selo foi apresentado em junho, durante o Ferroalloys Europe Connections Summit, realizado em Frankfurt, na Alemanha, pela CRU. O encontro reuniu discussões sobre competitividade das ferroligas, rastreabilidade de emissões e mudanças nas exigências comerciais para a indústria de base.

Para Fernando Marcolin, diretor comercial da Nexus Ligas, a demanda por informações sobre emissões tem aumentado entre os compradores.

“Atualmente, os clientes já perguntam qual é a pegada de carbono do material, querem entender de onde vem esse número e, em alguns casos, exigem rastreabilidade. O Nexcarbon organiza essa informação em torno de produtos que já apresentam uma intensidade de carbono menor”, explica.

Produtos contemplados

O Nexcarbon é aplicado inicialmente a duas famílias de ligas de manganês utilizadas pela siderurgia: o silício-manganês e o ferromanganês alto carbono. O selo não representa uma nova liga nem modifica a composição química dos produtos. A função é identificar, dentro do portfólio produzido, aqueles que apresentam menor intensidade de emissões no processo produtivo.

No ferromanganês alto carbono, a expressão “alto carbono” corresponde a uma classificação relacionada à composição química da liga. Já o indicador utilizado pelo Nexcarbon considera a quantidade de CO₂ emitida para a produção de cada tonelada do material.

Os dados utilizados no selo têm como base um inventário de emissões, informações operacionais da unidade de Barbacena e apoio técnico de terceiros. Atualmente, cerca de 40% da produção da Nexus Ligas recebe o selo.

Exigência por dados ambientais

A demanda por informações verificáveis sobre emissões também está relacionada às mudanças nas regras do comércio internacional. Na Europa, mecanismos de ajuste de carbono na fronteira aumentam a necessidade de informações sobre as emissões associadas a produtos industriais importados.

Embora as obrigações regulatórias sejam direcionadas aos compradores, fornecedores de matérias-primas e insumos passam a ser mais pressionados a apresentar dados sobre seus processos produtivos.

Nesse contexto, a matriz energética brasileira pode representar uma vantagem para a produção nacional de ferroligas. A participação de fontes renováveis na geração de energia e a disponibilidade de carvão vegetal renovável diferenciam o país de mercados com maior dependência de combustíveis fósseis.

Para Marcolin, a disponibilidade de dados sobre emissões pode se tornar um fator adicional de competitividade para fornecedores brasileiros.

“O mercado internacional está olhando para origem, estabilidade de fornecimento e comprovação técnica. O Nexcarbon ajuda a apresentar esse diferencial com dados que podem ser rastreados e comparados dentro das exigências atuais da cadeia do aço”, afirma.

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