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Por Ricardo Lima
O XII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral teve início neste domingo (17/05) em Ouro Preto, Minas Gerais. O evento, realizado pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB), reúne a comunidade de pesquisa mineral e apresenta os avanços e desafios do setor.
Durante a abertura do evento, o presidente da ADIMB, Marcos André Gonçalves, destacou que esta edição ocorre no momento de boom da indústria de minerais críticos e estratégicos. “Não há transição energética sem mineração. Que isso seja traduzido em investimento, empregos e oportunidades”, disse. Ele destacou ainda que atualmente um terço das empresas associadas à entidade trabalham com minerais críticos, e que a ADIMB oferece oportunidades de parceria e soluções para o setor mineral.

Edição do evento ocorre diante do boom de minerais críticos, disse o presidente da ADIMB. Foto: ADIMB / Divulgação.
Julio Nery, diretor de Assuntos Minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), falou sobre os riscos e desafios de investimento no setor. “Não temos no Brasil um mecanismo de investimento para a mineração. A maioria das empresas trazem o seu capital do Canadá ou da Austrália, países importantes que nos propiciam capital de risco para o investimento”, afirmou. Nery destacou a iniciativa Invest Mining – da qual o IBRAM junto à ADIMB é uma das entidades fundadoras – como alternativa para financiamento do setor.
A Cônsul Geral de Comércio e Investimento da Austrália no Brasil, Gabrielle Hall, disse que há oportunidades de parceria entre os dois países em mineração e geologia. Segundo Hall, os dois países apresentam desafios e oportunidades semelhantes, com vastos recursos minerais. “O trabalho da agência comercial do governo australiano inclui promover a entrada de empresas australianas no mercado brasileiro, promover oportunidades de negócios e colaboração tecnológica”, afirmou. Ela destacou que mais de 70 empresas australianas já atuam no Brasil na área de mineração ou em serviços especializados do setor, e destacou a prioridade australiana na eficiência, segurança e sustentabilidade na mineração.

Austrália quer parceria com o Brasil em geologia e mineração, afirmou a Cônsul Geral de Comércio e Investimento do país. Foto: ADIMB / Divulgação.
O prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo Santos, ressaltou a tradição minerária e acadêmica da cidade, que têm sua história ligada ao ciclo do ouro no século XVIII e celebra os 150 anos da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), local onde é realizado o Simexmin. “Queremos uma mineração sustentável do ponto de vista ambiental e sintonizada com as aspirações da comunidade onde a mineração está inserida”, disse.













