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Por Redação
O presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Vilmar Simões afirmou neste domingo (17), durante a abertura do XXII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), em Ouro Preto (MG), que o Brasil possui condições geológicas singulares para se consolidar como protagonista global na produção de minerais críticos e estratégicos.
Segundo ele, minerais como lítio, grafita, níquel, cobre e potássio serão fundamentais para a transição energética, inovação tecnológica e produção de fertilizantes, colocando o país em posição privilegiada no cenário internacional.
“O Brasil reúne condições geológicas singulares para minerar minerais críticos e estratégicos, essenciais à transição energética, à inovação tecnológica e à produção de fertilizantes”, afirmou.
Vilmar também destacou o avanço das discussões regulatórias no Congresso Nacional envolvendo a criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos. Segundo ele, a recente aprovação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados pode abrir caminho para a consolidação de um marco estratégico para o setor mineral brasileiro.
Papel técnico do Serviço Geológico
Durante sua fala, o presidente do SGB fez questão de diferenciar o papel institucional do órgão em relação às empresas mineradoras.
“O Serviço Geológico não é uma empresa de mineração. Nós não temos essa missão, nem a pretensão de ser uma empresa de mineração”, afirmou.
Segundo Simões, a função do órgão é produzir e disseminar informações geocientíficas de alta qualidade, apoiando o planejamento territorial, a redução de riscos geológicos e o desenvolvimento sustentável da indústria mineral.
Ele anunciou ainda o maior projeto colaborativo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) já realizado pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com empresas de mineração.
O projeto reúne cerca de 40 pesquisadores do SGB, universidades e instituições acadêmicas com o objetivo de ampliar o conhecimento geológico sobre a Província Mineral de Carajás, uma das mais importantes do mundo.

Abertura do Simexmin reuniu representantes do setor em Ouro Preto.
Investimentos em laboratórios e tecnologia
O presidente do SGB também informou que o órgão avança na modernização da infraestrutura laboratorial brasileira por meio de um projeto desenvolvido em parceria com a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Segundo ele, o projeto prevê investimentos da ordem de R$ 200 milhões na construção e aquisição de laboratórios voltados a isotopia e geocronologia.
“Creio que dentro de dois a três anos teremos um dos melhores laboratórios da América Latina graças a essa parceria”, afirmou.
Retomada dos levantamentos aerogeofísicos
Vilmar Simões destacou ainda a retomada dos levantamentos aerogeofisicos no Brasil após mais de uma década de paralisação.
De acordo com ele, o primeiro projeto foi iniciado em 2025 no estado do Tocantins, com investimentos próximos de R$ 11 milhões do governo federal. Os voos foram concluídos em março e os resultados começarão a ser disponibilizados durante o Simexmin.
O presidente do SGB informou ainda que um novo aerolevantamento já está em andamento no leste de Goiás, em estágio avançado, com investimentos estimados em cerca de R$ 12 milhões.
Segundo ele, os dados deverão ser disponibilizados ao setor mineral, à academia e aos pesquisadores nos próximos meses, fortalecendo a geração de conhecimento geológico e reduzindo riscos para novos investimentos em exploração mineral no país.













