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por Redação
A Resouro Strategic Metals divulgou a Avaliação Econômica Preliminar (PEA, na sigla em inglês) do projeto de terras raras e titânio Tiros, em Minas Gerais, estimando um Valor Presente Líquido (VPL) após impostos de US$ 714,9 milhões, com taxa de desconto de 8%. O estudo prevê uma operação inicial com capacidade para processar 500 mil toneladas de minério por ano durante duas décadas, com investimento inicial de US$ 191,1 milhões.
O projeto deverá processar aproximadamente 9,5 milhões de toneladas de minério de alta qualidade ao longo da vida útil inicial da mina. Segundo a empresa, a operação foi concebida para explorar menos de 1% dos recursos minerais já identificados, preservando potencial para futuras expansões de grande escala.
Produção e recursos
A avaliação econômica considera recursos medidos e indicados de aproximadamente 1,4 bilhão de toneladas contendo dióxido de titânio (TiO₂) e óxidos totais de terras raras (TREO).
A produção anual prevista é de:
- 42,3 mil toneladas de TiO₂ contido em concentrado grosso;
- 47,8 mil toneladas de TiO₂ contido em concentrado fino;
- 3.636 toneladas de elementos de terras raras em produto final.
O custo operacional estimado é de US$ 109,5 milhões por ano, equivalente a US$ 219 por tonelada processada.
Segundo a companhia, o projeto apresenta mineralização próxima à superfície, baixa relação estéril/minério, processamento convencional e duas fontes de receita, provenientes dos concentrados de dióxido de titânio e do carbonato misto de terras raras. As recuperações metalúrgicas previstas são de 69% para o titânio e de 67% para os elementos de terras raras.
Expansão prevista
Além da operação inicial, a Resouro avalia ampliar a capacidade de processamento para entre 5 milhões e 10 milhões de toneladas por ano, dependendo de estudos técnicos, viabilidade econômica, licenciamento ambiental e obtenção de financiamento.
“O projeto apresenta fundamentos econômicos robustos, sustentados pelos elevados teores de óxidos totais de terras raras e de dióxido de titânio”, afirmou o diretor-presidente da Resouro, Christopher Eager.
O executivo explicou que a estratégia é iniciar a operação em menor escala para reduzir riscos.
“Começar com uma operação pequena e de alto teor minimizará os impactos sociais e ambientais, reduzirá o tempo até o início da produção e diminuirá significativamente os riscos do projeto. Nosso objetivo com essa abordagem em etapas é apoiar o financiamento futuro e criar um caminho para um desenvolvimento em escala maior”, disse Eager.
Brasil ganha relevância estratégica
A divulgação do estudo ocorre em um momento em que o Brasil amplia sua importância na cadeia global de minerais críticos. O país é visto como uma alternativa estratégica para diversificar a oferta mundial de terras raras e reduzir a dependência da China, que concentra cerca de 69% da produção mundial de mineração desses minerais e domina mais de 90% da capacidade global de refino.
Segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil deverá produzir cerca de 2 mil toneladas de terras raras em 2025, frente às 270 mil toneladas produzidas pela China. As reservas brasileiras são estimadas em aproximadamente 11 milhões de toneladas, ficando atrás apenas das reservas chinesas.
Além das terras raras, o governo brasileiro tem buscado ampliar investimentos na exploração e no processamento de minerais estratégicos como lítio, cobre, nióbio e grafite, com o objetivo de fortalecer a cadeia mineral nacional, atrair investimentos e ampliar a geração de empregos.















