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Por Redação
O Projeto Colina, desenvolvido pela PLS Brasil em Salinas, consolidou o município como um dos principais polos da nova fronteira mundial do lítio, mineral considerado estratégico para o armazenamento de energia e baterias para veículos elétricos. Durante apresentação no Lithium Business 2026, realizada na terça-feira (7), o gerente de Exploração da empresa, Pedro Fonseca, afirmou que o empreendimento alcançou 77,7 milhões de toneladas de recursos minerais em 2024 e destacou que as pesquisas continuam em andamento, com expectativa de novos anúncios sobre o crescimento do depósito.
Ao apresentar a evolução da pesquisa geológica, Fonseca explicou desde a formação dos pegmatitos ricos em lítio até as etapas da exploração mineral, ressaltando a importância de Salinas dentro da cadeia global do lítio, utilizado principalmente na fabricação de baterias para celulares, veículos elétricos e sistemas estacionários de armazenamento de energia. A diretora de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da PLS Brasil, Marisa Cesar, também anunciou que a companhia recebeu recentemente o prêmio de Melhor Projeto de Mineração do Mundo concedido pela Mining IQ.

A diretora de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da PLS Brasil, Marisa Cesar, anunciou que projeto Colina recebeu reconhecimento internacional. O projeto foi eleito pela Mining IQ, o melhor projeto do mundo, após avaliação de 656 projetos de mineração.
Salinas na cadeia mundial do lítio
Pedro Fonseca comparou o papel do lítio ao processo cotidiano de recarga de energia das pessoas para explicar a relevância do mineral. “O lítio é o coração de recarga de energia no mundo. É hoje a principal matriz de armazenamento de energia. Ele recarrega, descarrega e recarrega novamente. E Salinas está fortemente inserida nesse contexto.”
Ele detalhou também que a atuação recente da empresa está concentrada no chamado upstream, fase que compreende desde a pesquisa geológica até o beneficiamento do minério. Posteriormente, o material segue para o processamento químico, que gera carbonato e hidróxido de lítio, insumos utilizados pela indústria de baterias.
Evolução da descoberta
O gerente de exploração da PLS Brasil relembrou que os primeiros trabalhos de reconhecimento geológico começaram no fim de 2017, culminando na identificação do afloramento que deu origem ao Projeto Colina em 2019.
Durante o relato, fez questão de reconhecer a contribuição dos garimpeiros da região. “Aproveito para agradecer muito aos garimpeiros, porque são eles que ajudam muito a gente na exposição do material. São famílias que tiram do solo o seu sustento e foi com eles que conseguimos enxergar muitas dessas ocorrências.”
Fonseca explicou que após a interrupção provocada pela pandemia de Covid-19, os trabalhos foram retomados em 2021, quando teve início a campanha de sondagens que confirmou o potencial mineral do depósito.
Recursos cresceram de 13 para 77,7 milhões de toneladas
Segundo Fonseca, a evolução do projeto ocorreu em ritmo acelerado. A primeira estimativa de recursos minerais, divulgada em 2022, apontava 13,3 milhões de toneladas. Em 2023, o volume passou para 45 milhões de toneladas. Já em 2024, a terceira atualização elevou o recurso mineral para 77,7 milhões de toneladas.
“A pesquisa continua. Teremos um novo anúncio em breve”, disse Fonseca que também destacou que, após a aquisição da Latin Resources pela PLS no início de 2025, os estudos de exploração e implantação do projeto seguem em andamento.
Tecnologia e estrutura de pesquisa
Fonseca mostrou ainda as etapas de exploração desenvolvidas pela empresa, incluindo mapeamento geológico, amostragem de solo, sondagens diamantadas, análises laboratoriais e modelagem geológica.
Segundo ele, até o momento o projeto contabiliza:
171 mil metros de sondagem; cerca de 59 mil caixas de testemunhos geológicos; aproximadamente 33 mil amostras de testemunhos; mais de 8 mil amostras de solo; e cerca de 17 mil pontos de mapeamento geológico.
O gerente destacou ainda o uso de equipamentos de alta precisão, banco digital de dados, biblioteca geológica com rastreamento por QR Code e processos permanentes de controle de qualidade.
Geração de empregos
Fonseca informou que o projeto mantém atualmente 212 trabalhadores, dos quais 77 são moradores de Salinas e região. Segundo ele, durante o pico das atividades, o empreendimento chegou a empregar 283 pessoas.
Reconhecimento Internacional
A diretora de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da PLS Brasil, Marisa Cesar, anunciou que a companhia recebeu recentemente reconhecimento internacional pelo Projeto Colina.
A premiação foi concedida pela Mining IQ, após avaliação de 656 projetos de mineração em diferentes minerais.
“Nós fomos escolhidos como o melhor projeto do mundo, considerando lítio e outros minerais.”
Marisa Cesar – PLS
Marisa explicou que a análise considerou informações públicas disponíveis no mercado, incluindo recursos minerais, governança corporativa, aspectos legais e transparência da empresa por se tratar de uma companhia de capital aberto.













