Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Redação
A mina Morro do Ouro, em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, manteve a posição de maior operação produtora da Kinross Gold no segundo trimestre de 2026, com produção de 157.526 onças equivalentes de ouro entre abril e junho. O desempenho, que segue no caminho para cumprir a meta anual de cerca de 600 mil onças da empresa, contribuiu para que a mineradora registrasse receita de US$ 2,24 bilhões, lucro líquido de US$ 844,2 milhões e fluxo de caixa livre de US$ 726,8 milhões no período, impulsionados principalmente pela valorização do preço do ouro.
De acordo com a empresa, a produção em Paracatu permaneceu estável na comparação com o trimestre anterior e cresceu em relação ao segundo trimestre de 2025, impulsionada por teores mais elevados de minério processado e melhores índices de recuperação metalúrgica. O avanço foi parcialmente compensado pela redução no volume de toneladas processadas.
Segundo a Kinross, o custo de vendas da operação foi de US$ 1.108 por onça, refletindo o fortalecimento do real frente ao dólar, o aumento dos royalties e a intensificação das atividades planejadas de perfuração e desmonte.
No consolidado, a Kinross produziu 492.326 onças equivalentes de ouro no segundo trimestre, volume 4% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A queda foi atribuída ao desempenho de outras minas do portfólio e acabou compensada parcialmente pelos resultados de Paracatu e da unidade de Tasiast, na Mauritânia.
O preço médio realizado do ouro alcançou US$ 4.483 por onça entre abril e junho, alta de 37% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O avanço da cotação elevou a margem da companhia para US$ 3.131 por onça vendida, crescimento de 42% na comparação anual, mesmo com o aumento dos custos de produção.
Lucro cresce e caixa é reforçado
Além da receita recorde de US$ 2,24 bilhões, a mineradora encerrou o trimestre com lucro líquido de US$ 844,2 milhões, alta de 59% sobre o mesmo período de 2025. O fluxo de caixa operacional somou US$ 1,15 bilhão, enquanto o fluxo de caixa livre atingiu US$ 726,8 milhões.
A posição financeira também foi fortalecida. Ao fim de junho, a companhia contabilizava US$ 2,7 bilhões em caixa e equivalentes de caixa e liquidez total de aproximadamente US$ 4,4 bilhões, sem vencimentos relevantes de dívida até 2033.
Retorno aos acionistas e novos projetos
No primeiro semestre, a Kinross destinou cerca de US$ 615 milhões ao retorno de capital aos acionistas por meio da recompra de ações e do pagamento de dividendos. Apenas em recompras, foram investidos US$ 480 milhões entre janeiro e junho, além de outros US$ 40 milhões em julho. A empresa também confirmou o pagamento de dividendo trimestral de US$ 0,04 por ação.
O presidente-executivo da Kinross, J. Paul Rollinson, afirmou que o desempenho financeiro permite à companhia manter os investimentos em expansão sem abrir mão da remuneração aos acionistas.
“Entregamos um segundo trimestre forte, com mais de US$ 725 milhões em fluxo de caixa livre, sustentado por uma produção sólida, gestão disciplinada de custos e margens robustas”, destacou.
Segundo o executivo, a empresa continua avançando em seu portfólio de projetos de crescimento. Entre eles está o projeto Lobo-Marte, no Chile, que, após atualização dos estudos econômicos, tem potencial para produzir cerca de 350 mil onças de ouro por ano, com baixo custo operacional e vida útil de longo prazo.
Rollinson também ressaltou que a companhia pretende manter o foco na eficiência operacional e na mineração responsável. “Estamos concentrados em manter o ritmo operacional, controlar os custos e continuar entregando margens robustas e forte geração de caixa”, afirmou.













