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Por Ricardo Lima
Em meio à recente valorização do ouro no mercado internacional, a Aura Minerals (AURA33) se destaca com planos de expansão no Brasil e no exterior. O CEO da mineradora, Rodrigo Barbosa, compartilhou insights sobre o setor em conversa com Rafael Furlanetti, sócio e diretor institucional da XP.
A Aura opera atualmente três minas de ouro no Brasil — localizadas no Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande do Norte — e uma mina de cobre-ouro no México. Em 2024, a empresa extraiu cerca de 270 mil onças de ouro, o equivalente a 7 mil quilos. O metal, valorizado por sua estabilidade em momentos de incerteza econômica, voltou a ocupar papel central como reserva de valor. “Em uma guerra comercial, o ouro volta a ser referência”, afirmou Barbosa.
Investimentos e diversificação estratégica
Quanto aos investimentos, Barbosa revelou que o desenvolvimento de uma nova jazida pode exigir até US$ 300 milhões. Um exemplo é o projeto Borborema, no Rio Grande do Norte, que recebeu cerca de R$ 1 bilhão em aportes. Segundo o CEO, o foco da companhia está na disciplina financeira e no crescimento sustentável, seja por meio da ampliação da produção, da exploração de áreas próximas às minas existentes ou da aquisição de ativos subutilizados.
Além do ouro, a Aura acompanha de perto a valorização do cobre, impulsionada pela transição energética e pelo avanço da inteligência artificial — setores que elevam a demanda por energia e, por consequência, por metais condutores como o cobre. O crescimento dos data centers e dos veículos elétricos é apontado como um dos motores desse aumento.
Com uma estratégia de crescimento disciplinado, a Aura Minerals continua explorando novas oportunidades para expandir sua produção e consolidar sua posição no mercado global de mineração, disse Barbosa.











