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Por Redação
A Vale anunciou nesta terça-feira (12) uma atualização de suas projeções financeiras para 2026, prevendo incremento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão no fluxo de caixa livre do segmento de Soluções de Minério de Ferro. Segundo a mineradora, a revisão considera as mudanças nas condições de mercado provocadas pela guerra no Oriente Médio.
De acordo com a Vale, o aumento projetado no fluxo de caixa livre será composto por três fatores principais: elevação de cerca de US$ 1,2 bilhão no EBITDA do segmento de minério de ferro, geração de aproximadamente US$ 425 milhões com programas de hedge cambial e de combustível, além de impacto adicional de cerca de US$ 100 milhões relacionado a investimentos de manutenção.
A estimativa considera dois cenários. No pré-conflito, a Vale projetou minério de ferro a US$ 102 por tonelada, Brent a US$ 67 por barril, bunker a US$ 490 por tonelada e câmbio de R$ 5,27 por dólar.
No pós-conflito, a companhia passou a considerar minério de ferro a US$ 112 por tonelada, Brent a US$ 104 por barril, bunker a US$ 675 por tonelada e câmbio de R$ 4,90 por dólar, com base no desempenho entre janeiro e abril e nos preços spot para o restante de 2026.
No segmento de níquel, as projeções utilizam como referência os preços de consenso de analistas para metais como cobre, cobalto, ouro, platina e paládio em 2026 e 2027. Para 2026, a Vale considera preços de US$ 12.660 por tonelada para cobre e US$ 54.650 por tonelada para cobalto, entre outros indicadores.
A companhia ressaltou que as demais estimativas constantes no item 3 do Formulário de Referência permanecem inalteradas e serão reapresentadas posteriormente, em conformidade com os prazos previstos pela Resolução CVM nº 80/2022.










