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Por Redação
A Mineração Rio do Norte (MRN) concluiu a montagem da primeira torre da travessia do Rio Trombetas, no oeste do Pará, etapa considerada uma das mais complexas do Projeto Linha de Transmissão (PLT). Segundo a empresa, a estrutura possui 150 metros de altura e faz parte do empreendimento que permitirá a conexão da operação ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
De acordo com a MRN, a travessia sobre o Rio Trombetas terá extensão de 5,2 quilômetros e contará com cinco torres de grande porte. A companhia informa que a montagem da primeira estrutura foi realizada em conformidade com as condicionantes socioambientais previstas para o projeto e que as próximas quatro torres devem ser instaladas entre junho e julho. Uma delas, identificada como Torre 28, deverá atingir 178 metros de altura.
“A montagem demandou engenharia robusta, ampla mobilização de recursos e atuação entre equipes e empresas parceiras. Superamos desafios técnicos, ambientais e ocupacionais com total atendimento às condicionantes do projeto. Isso reforça nossa confiança para as próximas etapas da travessia”, afirmou o gerente de Projetos da MRN, Yanto Araújo. Segundo ele, não houve registro de acidentes durante a execução da etapa.
Travessia concentra metade das estruturas previstas
A construção das torres envolve desafios logísticos e operacionais característicos da região amazônica, incluindo transporte especializado, uso de equipamentos de grande porte e planejamento para atuação em áreas de difícil acesso.
Segundo o gerente do Departamento de Construção da MRN, Sérgio Reis, o trecho da travessia concentra cerca de 50% de todo o volume de concreto, aço e estruturas metálicas previstos para a linha de transmissão.
“A conclusão da primeira torre e o avanço da segunda demonstram a capacidade técnica das equipes para executar uma obra dessa magnitude em ambiente amazônico, com segurança, planejamento e responsabilidade”, declarou.
De acordo com a empresa, as obras abrangem ainda a abertura de faixa de servidão, construção de fundações, montagem de torres e implantação de subestações. A mineradora informa que mantém ações de monitoramento e resgate de fauna e flora, além de medidas voltadas à redução de impactos sobre rios, lagos, igarapés, solo e áreas florestais.
A companhia também afirma manter diálogo com 19 comunidades localizadas na área de influência do empreendimento, por meio de reuniões, diagnósticos socioambientais e acompanhamento das etapas da obra.
Conexão ao SIN deve reduzir pegada de carbono
Com extensão de 98 quilômetros, a linha de transmissão é apontada pela MRN como uma iniciativa estratégica para ampliar a eficiência energética da operação. O projeto prevê a implantação de uma linha de 230 kV ligando a subestação de Oriximiná à futura subestação Saracá, em Porto Trombetas.
Segundo a empresa, a conexão ao Sistema Interligado Nacional deverá permitir uma redução de 25% na pegada de carbono da companhia a partir de 2027.
A MRN informa ainda que, um ano após o início da implantação do projeto, foram gerados 847 empregos diretos, dos quais 460 são ocupados por trabalhadores de Oriximiná, município onde está localizada a operação da mineradora.
O avanço da infraestrutura energética ocorre paralelamente ao Projeto Novas Minas (PNM), atualmente em fase de licenciamento. De acordo com a companhia, a iniciativa é considerada estratégica para a continuidade de suas operações no longo prazo.













