Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Ricardo Lima
O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes usados na agricultura. Para reduzir essa dependência, Goiás lançou nesta quarta-feira (6) um hub de remineralizadores, voltado ao uso de insumos e rejeitos da mineração como alternativa natural para a fertilização do solo.
A iniciativa reúne a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Embrapa Cerrados, o Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP) e o governo estadual, em uma parceria público-privada.
O secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga, afirmou que o projeto busca fortalecer o agronegócio e ampliar a segurança alimentar. “Buscamos promover a economia circular, tratar resíduos e aumentar a produtividade por meio desse centro”, declarou.

Goiás mantém estratégia de agregar valor à cadeia mineral além da exportação bruta, afirmou o secretário.
Com exclusividade ao Minera Brasil, o secretário afirmou que o Estado mantém a estratégia de agregar valor à cadeia mineral, indo além da exportação de matéria-prima, especialmente no segmento de terras raras.
Segundo ele, Goiás aguarda a consolidação dos investimentos para viabilizar a verticalização da cadeia produtiva no próprio Estado, “com consciência e dentro das limitações do Brasil”. A declaração foi feita em referência à transição societária da Serra Verde, única produtora comercial em larga escala de terras raras fora da Ásia, para a USA Rare Earth.
Para Éder Martins, pesquisador da Embrapa, os agrominerais são “insumos multifuncionais” e não apenas substitutos dos fertilizantes tradicionais. “A ideia é de benefício sistêmico de fontes orgânicas e vegetais”, afirmou. De acordo com ele, a remineralização melhora as condições do solo, aumenta a retenção de água e a geração de nutrientes e matéria orgânica.
A reitora da UFG, Sandramara Martins, afirmou que o lançamento representa o primeiro resultado concreto do convênio de R$ 28 milhões entre a universidade e a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, que cria o Centro de Ciências e Tecnologia Mineral. “Mostra que podemos dar resposta às mais diferentes demandas da sociedade, nos ramos social e científico”, afirmou.
Para o diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UFG, Tiago dos Santos Almeida, o projeto traz “soluções concretas para uma sociedade que precisa reduzir a dependência da importação de fertilizantes”, disse.













