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Por Ricardo Lima
O Departamento do Interior dos Estados Unidos, por meio do Serviço Geológico (USGS), divulgou na sexta-feira (7) a lista final de Minerais Críticos de 2025. O documento identifica 60 minerais considerados essenciais para a economia e a segurança nacional do país, entre eles, fosfato e potássio, incluídos pela primeira vez devido à sua importância estratégica para a agricultura e a transição energética.
“A Lista de 2025 oferece um roteiro claro e baseado em dados para reduzir nossa dependência de adversários estrangeiros, expandir a produção doméstica e liberar a inovação americana”
Doug Burgum, secretário do Interior
A decisão foi celebrada pela Mosaic Company em comunicado divulgado na terça (10). A empresa é uma das maiores produtoras de fosfato e potássio do mundo. Para o presidente e CEO da companhia, Bruce Bodine, o reconhecimento é estratégico: “A produção de fosfato e potássio é vital para a segurança alimentar, e a segurança alimentar é segurança nacional”, afirmou.
A empresa destacou que o fosfogesso, um subproduto da junção entre potássio e fosfato, contém quantidades significativas de elementos de terras raras, essenciais para os setores de defesa, energia e tecnologia. Segundo a companhia, a produção de fertilizantes fosfatados pode representar uma fonte doméstica relevante para suprir parte da demanda americana por esses materiais críticos.
Dez novos minerais entram na lista
A atualização de 2025 inclui dez novos minerais: boro, cobre, chumbo, carvão metalúrgico, fosfato, potássio, rênio, silício, prata e urânio. A expansão reflete novas informações geológicas, contribuições públicas e recomendações interagências.
Segundo o Departamento, o objetivo é reforçar o controle nacional sobre recursos essenciais para setores como energia, defesa, tecnologia e agricultura, diante de riscos crescentes de interrupções nas cadeias de suprimentos globais.
“A ciência mineral do USGS é um ativo nacional”, destacou Andrea Travnicek, secretária-assistente do Interior para Água e Ciência. “A nova lista incorpora o conhecimento da indústria, do público e de outras agências, garantindo que incluamos os minerais necessários para proteger os suprimentos de alimentos, energia e a economia como um todo”, afirma a secretária.
Estratégia para reduzir dependência externa
O esforço do governo americano começou em 2017, com a Ordem Executiva 13817, que determinou o fortalecimento da segurança mineral do país. Desde então, a lista é revisada periodicamente, conforme previsto na Lei de Energia de 2020, para refletir mudanças de mercado e avanços científicos.
Em 2024, os EUA importaram 80% dos elementos de terras raras que utilizam em tecnologias como smartphones, discos rígidos e sistemas de defesa avançados. O governo anunciou investimentos em produção doméstica e parcerias com países como Austrália, Japão, Malásia e Tailândia para diversificar o fornecimento.
Impacto econômico
De acordo com Ned Mamula, diretor do Serviço Geológico dos EUA, o estudo de 2025 representa “a avaliação mais abrangente e baseada em ciência já feita sobre os minerais dos quais nossa nação depende”.
“Os minerais críticos sustentam indústrias que movimentam trilhões de dólares, e a dependência de importações coloca setores-chave em risco. Este trabalho ajuda a garantir os materiais necessários para o crescimento econômico e a liderança tecnológica dos EUA”, completou Mamula.














