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Por Redação
O cobre consolidou sua posição entre os principais destaques da mineração brasileira no primeiro semestre de 2026. O faturamento do minério alcançou R$ 20,6 bilhões, alta de 41% em relação aos R$ 14,6 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e mostram que o cobre respondeu por uma das maiores expansões entre as principais substâncias minerais produzidas no país. As exportações do minério também avançaram de forma expressiva, com crescimento de 83,8% em valor, somando US$ 3,87 bilhões no semestre.
O desempenho reflete a crescente importância do cobre para a economia mundial, impulsionada pela expansão da eletrificação, da infraestrutura energética, dos veículos elétricos e dos centros de processamento de dados. O minério também integra a lista de minerais críticos que devem receber parte dos US$ 21,3 bilhões previstos em investimentos no Brasil até 2030, dentro de um ciclo estimado em US$ 76,9 bilhões para o setor mineral.
Eletrificação impulsiona demanda de longo prazo
Para o presidente do Ibram, Pablo Cesário, o cobre reúne características que sustentam uma perspectiva favorável para o mercado nas próximas décadas.
“O cobre é um daqueles produtos que, tal como o ouro, a gente vai ver provavelmente uma ampliação de longo prazo. Como ele é absolutamente necessário em todo o processo de eletrificação, seja de transporte, de processamento de dados, é um daqueles minérios com os quais a gente realmente se preocupa no mercado de commodities.”
Segundo Cesário, além do aumento consistente da demanda, o mercado deverá enfrentar restrições na oferta, o que tende a sustentar preços mais elevados ao longo do tempo.
“Se você pegar o horizonte dos próximos 40 anos, a demanda e a intensidade por cobre crescem enormemente. Por outro lado, na oferta, você vai ter a exaustão de várias minas e a lentidão da entrada de novas reservas, especialmente por conta de barreiras burocráticas. Este é outro minério que, no longo prazo, junto com vários outros, deve também ter uma tendência de preços maiores.”
Minério ganha protagonismo entre os minerais críticos
O diretor de Assuntos Minerários do Ibram, Julio Nery, destaca que o cobre ocupa posição central na transição energética por estar presente em praticamente todas as tecnologias ligadas à eletrificação.
“Há um destaque para o cobre em função dessa universalidade nas aplicações para a eletrificação da economia.”
O aumento da demanda por redes elétricas, fontes renováveis de energia, veículos eletrificados e infraestrutura digital tem ampliado a importância estratégica do minério, que figura entre as principais apostas para os investimentos da mineração brasileira nos próximos anos. Nesse cenário, o cobre tende a assumir um papel cada vez mais relevante tanto no desempenho econômico do setor quanto na inserção do Brasil nas cadeias globais de fornecimento de minerais considerados essenciais para a transição energética.














