Comente, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários! Sua participação é essencial para enriquecer o debate
Por Redação
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou no segundo trimestre de 2026 o melhor desempenho financeiro de sua história. A empresa encerrou o período com EBITDA ajustado recorde de R$ 705 milhões, alta de 273% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, e lucro líquido de R$ 410 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 73 milhões registrado um ano antes.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o EBITDA avançou 51% e o lucro líquido cresceu 20%. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela valorização do alumínio no mercado internacional, pelo aumento do volume de vendas, pela maior participação de produtos de maior valor agregado no mix comercial e por ganhos de eficiência operacional.
Receita cresce 28% e produção bate recorde para o período
A receita líquida consolidada da CBA somou R$ 2,6 bilhões entre abril e junho, crescimento de 28% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 11% frente ao trimestre anterior. A receita do negócio de alumínio atingiu R$ 2,4 bilhões, também com avanço de 28% na comparação anual.
A produção de alumínio líquido alcançou 94 mil toneladas, o maior volume já registrado pela empresa para um segundo trimestre. De acordo com a CBA, o custo médio de produção caiu para R$ 11.891 por tonelada, refletindo a normalização das operações da refinaria de alumina e a redução dos custos de insumos e energia.
O aumento da produção sustentou o crescimento das vendas, que totalizaram 131 mil toneladas, alta de 10% em relação ao segundo trimestre de 2025. Do total comercializado, 73 mil toneladas corresponderam ao alumínio primário, 31 mil toneladas a produtos transformados e 27 mil toneladas à reciclagem. O mercado brasileiro respondeu por 87% das vendas, enquanto a participação das exportações passou de 9% para 13% na comparação anual.
Preço do alumínio favorece resultados e empresa reduz alavancagem
O cenário internacional também contribuiu para o desempenho da companhia. O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) atingiu US$ 3.571 por tonelada no trimestre, alta de 46% sobre o mesmo período de 2025 e o maior patamar já registrado para um trimestre. Segundo a empresa, o movimento foi influenciado por restrições na oferta global, baixos níveis de estoques e pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre as cadeias de suprimentos.
A CBA também reduziu sua alavancagem financeira. A dívida líquida encerrou junho em R$ 2,8 bilhões, queda de 10% em relação ao fim de março. Com isso, a alavancagem dos últimos 12 meses recuou para 1,68 vez, ante 2,71 vezes ao final do primeiro trimestre.
Na agenda ESG, a companhia voltou a integrar a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), publicou seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Registro Público de Emissões com a obtenção do Selo Ouro e foi reconhecida entre as melhores empresas do setor na edição Melhores do ESG 2026, da revista EXAME.














