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CBA registra EBITDA de R$ 705 milhões e lucro de R$ 410 milhões no segundo trimestre

Resultado é considerado histórico pela companhia e foi impulsionado pela alta do preço do alumínio, crescimento das vendas e ganhos de eficiência operacional

5 de agosto de 2026
em Empresas
0
CBA registra alta de 51% no lucro líquido do trimestre, que totaliza R$ 131 milhões

Imagem: CBA /. Divulgação.

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Por Redação

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou no segundo trimestre de 2026 o melhor desempenho financeiro de sua história. A empresa encerrou o período com EBITDA ajustado recorde de R$ 705 milhões, alta de 273% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, e lucro líquido de R$ 410 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 73 milhões registrado um ano antes.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o EBITDA avançou 51% e o lucro líquido cresceu 20%. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela valorização do alumínio no mercado internacional, pelo aumento do volume de vendas, pela maior participação de produtos de maior valor agregado no mix comercial e por ganhos de eficiência operacional.

Receita cresce 28% e produção bate recorde para o período

A receita líquida consolidada da CBA somou R$ 2,6 bilhões entre abril e junho, crescimento de 28% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 11% frente ao trimestre anterior. A receita do negócio de alumínio atingiu R$ 2,4 bilhões, também com avanço de 28% na comparação anual.

A produção de alumínio líquido alcançou 94 mil toneladas, o maior volume já registrado pela empresa para um segundo trimestre. De acordo com a CBA, o custo médio de produção caiu para R$ 11.891 por tonelada, refletindo a normalização das operações da refinaria de alumina e a redução dos custos de insumos e energia.

O aumento da produção sustentou o crescimento das vendas, que totalizaram 131 mil toneladas, alta de 10% em relação ao segundo trimestre de 2025. Do total comercializado, 73 mil toneladas corresponderam ao alumínio primário, 31 mil toneladas a produtos transformados e 27 mil toneladas à reciclagem. O mercado brasileiro respondeu por 87% das vendas, enquanto a participação das exportações passou de 9% para 13% na comparação anual.

Preço do alumínio favorece resultados e empresa reduz alavancagem

O cenário internacional também contribuiu para o desempenho da companhia. O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) atingiu US$ 3.571 por tonelada no trimestre, alta de 46% sobre o mesmo período de 2025 e o maior patamar já registrado para um trimestre. Segundo a empresa, o movimento foi influenciado por restrições na oferta global, baixos níveis de estoques e pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre as cadeias de suprimentos.

A CBA também reduziu sua alavancagem financeira. A dívida líquida encerrou junho em R$ 2,8 bilhões, queda de 10% em relação ao fim de março. Com isso, a alavancagem dos últimos 12 meses recuou para 1,68 vez, ante 2,71 vezes ao final do primeiro trimestre.

Na agenda ESG, a companhia voltou a integrar a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), publicou seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Registro Público de Emissões com a obtenção do Selo Ouro e foi reconhecida entre as melhores empresas do setor na edição Melhores do ESG 2026, da revista EXAME.

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