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Por Redação
A Aura Minerals anunciou nesta quarta-feira (6) um lucro líquido de US$ 95,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de US$ 73 milhões registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado pela alta dos preços do ouro, aumento da produção e avanço das operações de Borborema, no Rio Grande do Norte, e da Mineração Serra Grande (MSG), em Goiás.
A empresa afirma que o EBITDA ajustado atingiu recorde histórico de US$ 243,9 milhões entre janeiro e março, alta de 199% na comparação anual e de 17% frente ao quarto trimestre de 2025. A margem EBITDA ajustada alcançou 64%, marcando o sétimo recorde trimestral consecutivo da mineradora.
“Avançamos no crescimento da produção por meio da recém-construída mina Borborema e do trabalho contínuo para melhorar as condições operacionais do projeto MSG, adquirido recentemente”, afirmou Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da companhia, em comunicado. “Esse progresso, combinado com um EBITDA recorde de US$ 244 milhões, nos permitiu anunciar outro dividendo recorde para o trimestre“, disse.
O fluxo de caixa livre recorrente alcançou US$ 94,8 milhões, crescimento de 253% em base anual. O desempenho sustentou o anúncio de um dividendo recorde de US$ 0,78 por ação, totalizando cerca de US$ 65,4 milhões, valor acima do mínimo previsto na política de dividendos da companhia.
Segundo a empresa, a política prevê distribuição trimestral equivalente a 20% do EBITDA ajustado, descontados os investimentos de manutenção e exploração mineral do período. O pagamento será realizado em dólares no próximo dia 26 de maio aos acionistas com posição acionária em 19 de maio.
Resultados operacionais
Do lado operacional, a Aura reportou produção de 82,1 mil onças equivalentes de ouro (GEO) no primeiro trimestre, alta de 37% em relação ao mesmo intervalo de 2025. As vendas somaram 81,3 mil GEO, avanço de 35% na mesma base de comparação.
Entre os ativos, Almas produziu 15,8 mil onças de ouro equivalentes no trimestre, enquanto Borborema alcançou 17,1 mil onças, beneficiada por maior processamento de minério. O projeto MSG adicionou mais 8,5 mil de ouro à produção consolidada da companhia.
A Aura também informou avanço em seus projetos de expansão. Segundo a companhia, as reservas provadas e prováveis mais que dobraram em um ano, passando de 3,4 milhões para 7,2 milhões de GEO, impulsionadas pela incorporação do projeto MSG, atualizações em Borborema e reservas adicionais em Era Dorada.
O conselho de administração aprovou ainda o desenvolvimento do projeto Era Dorada, na Guatemala, estimado em US$ 382 milhões em investimentos. A empresa projeta início das operações no primeiro semestre de 2028.













